O Método (2019)

Brasil (RS)
Longa-metragem | Não ficção | Telefilme
cor, 80 min

Direção: Liliana Sulzbach, Carlos Roberto Franke.
Companhia produtora: Tempo Porto Alegre

Primeira exibição: Porto Alegre (RS), Auditório do Goethe-Institut Porto Alegre, 1º jul 2019, seg, 19h30 (pré-estreia aberta e para convidados com comentários dos diretores)

 

Quando Carlos Roberto Franke disse aos cineastas Eduardo Coutinho e Joachim Tschirner que gostaria da opinião deles sobre documentários de saúde e meio ambiente, a reação de ambos foi de desencanto. O que poderiam dizer sobre isso? Ciente da aleatoriedade de seu tema de pós-doutoramento para os entrevistados, o professor da UFBA Universidade Federal da Bahia adapta-se rapidamente, direcionando suas questões (e sendo mesmo impelido a conversar) sobre o próprio fazer cinematográfico documental. Franke interpela dez cineastas brasileiros e alemães, obtendo deles algo mais valioso do que poderia imaginar: um conjunto de pensamentos, posicionamentos e métodos sobre o cinema documentário. Após filmagens no Rio de Janeiro e Goiânia e na Alemanha, em Potsdam, München, Hamburg e Berlin, Franke entrega o material captado a Liliana Sulzbach, em Porto Alegre. 

Formada em jornalismo e ciência política pela UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pela  Freie Universität Berlin [Universidade Livre de Berlin], Sulzbach percebe O Método por entre aquela profusão de informações cinematográficas, dados técnicos, códigos éticos e compartilhamentos afetivos. Para a autora dos curtas A Invenção da infância (2000), A Cidade (2021) e do longa O Cárcere e a rua (2004), o filme estava ali, nas falas dos entrevistados sobre como pesquisam os temas de seus filmes; como investigam indivíduos, empresas, governos ou instituições; como utilizam a linguagem audiovisual; como trabalham a montagem de uma narrativa em som e imagem que se pretende uma história sobre o real. O extenso material discutia o método dos realizadores, mas para se tornar filme seria preciso uma atenta edição. 

Sulzbach e Franke organizam as ideias, selecionam falas, propõem eixos teóricos, alinhavam relatos sobre a prática, destacam memórias, apresentam abordagens temáticas e pensam a relação com entrevistados na perspectiva dos cineastas. A montagem de Alfredo Barros responde a essa edição do material bruto evidenciando a ontologia dúbia do documentário. 

Os participantes debatem o dispositivo documental, sempre em trânsito entre o real e o ficcional; avaliam como as narrativas articulam o registro audiovisual e o discurso fílmico; e provocam tensionamentos entre a suposta objetividade da câmera e a evidente subjetividade da montagem. De natureza tão variável quanto podem ser suas temáticas, narrativas, estilos ou estéticas, o documentário é pensado sob as diversas perspectivas dos especialistas. Assim, o longa reúne diferentes métodos sobre o fazer documentário, indo do rigor formal da diretora alemã Kerstin Stutterheim à paixão de Eduardo Coutinho pela conversa e pela escuta, do engajamento histórico e social de Silvio Tendler, Luiz Eduardo Jorge e Valentin Turn ao perfil investigativo de Bertram Verhaag e Inge Altemeier, do agenciamento político de Joachim Tschirner à experiência jornalística de Washington Novaes, passando pelos questionamentos sobre linguagem propostos por Eduardo Thielen. 

O Método é ilustrado com material de arquivo, sobretudo trechos de filmes de cineastas como Coutinho, Tendler e Luiz Eduardo, bem como de títulos cedidos por produtoras como Altemeier & Hornung Filmproduktion, Denkmal Film Verhaag, Umweltfilm Produktionsgesellschaft e Stutterheim & Bolbrinker. Licenciado para o Canal Curta!, o documentário participa do AtlantiDoc, em Montevideo, em 2019, e de uma mostra de documentários alemães contemporâneos no Goethe-Institut Porto Alegre, em 2021. No mesmo ano, é exibido na Sala Redenção. Apresentando trechos de uma das últimas entrevistas de Eduardo Coutinho, falecido em 2014, o longa é dedicado a sua memória e a de Luiz Eduardo Jorge, falecido em 2017. 

Em 2021, Sulzbach lança a série de título homônimo em quatro capítulos, no Canal Curta!, para aprofundar questões lançadas pelo longa-metragem a partir de diálogos entre Coutinho e o documentarista Carlos Nader. Nader, único cineasta brasileiro a vencer o Festival É Tudo Verdade por três vezes [com Pan-cinema permanente (2008), Homem comum (2014) e A Paixão de JL (2015)], fala de seu processo criativo relacionando-o ao de Coutinho, a quem filmou em Eduardo Coutinho: 7 de outubro (2015). Trechos dos títulos citados ilustram suas falas junto com sequências de Cabra marcado para morrer (1984), Santo forte (1999) e Dona Marta – Duas semanas no morro (1987), de Coutinho. Os cineastas abordam as fronteiras entre ficção e realidade no documentário durante o primeiro capítulo da série (O Real e a ficção, 30 minutos). No segundo capítulo (A Linguagem, 28 minutos), a dupla detalha os usos da linguagem audiovisual dentro do formato documental. Cenas de obras dos irmãos Lumière, de Robert Flaherty (Nanook, o esquimó, Nanook of the North, 1922), Dziga Vertov (Um Homem com uma câmara, Человек с Киноаппаратом, Chelovek s kino-apparatom, 1929) e Chris Marker (O Último bolchevique, Le Tombeau d'Alexandre, 1993) contextualizam depoimentos. 

A Bill Nichols, pensador do cinema documentário, coube abordar questões teóricas acerca da narrativa e do dispositivo documental no terceiro capítulo (A Ética e a história, 26 minutos). Já Glenn Greenwald comenta sua experiência em Cidadãoquatro (Citizenfour, 2014), documentário dirigido por Laura Poitras no qual ele entrevista o analista de sistemas Edward Snowden a respeito do amplo e secreto sistema de vigilância online de cidadãos e chefes de Estado elaborado pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos após o 11 de setembro. Considerada ilegal e abusiva, a prática misturava segurança nacional e invasão de privacidade por meio da interceptação de ligações telefônicas, troca de emails e buscas na internet que extrapolavam a investigação de ameaças terroristas. No quarto capítulo (O Autor e a obra, 26 minutos), Coutinho explica as regras e as práticas de seu cinema baseado em entrevistas, enquanto Nader dialoga com a obra de seu mestre para explicar seu próprio modelo, pelo qual busca se despir de dogmas para se aproximar do real.

Os documentaristas em O Método estão identificados com títulos de seus filmes, como:
Washington Novaes (Xingu: A Terra mágica, 1984; Xingu: A Terra ameaçada, 2007);
Eduardo Thielen (A Revolta da vacina, 1994);
Valentin Thurn (10 billion: What's on your plate?, 2015);
Inge Altemeier (Always Coca-Cola, 2006);
Luiz Eduardo Jorge (Césio 137: O brilho da morte, 2003).
Para os outros títulos citados são exibidos trechos.

Sinopse


"Você faz exatamente o que na vida?" questiona Eduardo Coutinho na entrevista que Carlos Roberto Franke, professor da UFBA Universidade Federal da Bahia, faz com o cineasta paulista considerado um dos mais importantes documentaristas do cinema. Em over, Franke explica que é docente de saúde e meio ambiente, e que utiliza o audiovisual com fins educativos. Ele comenta que entrevistou dez documentaristas brasileiros e alemães para sua pesquisa de pós-doutorado, cuja temática envolve conteúdos de suas aulas. Coutinho e o cineasta Joachim Tschirner questionam a validade deste tema para um documentário. O brasileiro oferece um novo olhar para o trabalho de Franke, comentando que encara temáticas sociais como uma forma singular de se chegar ao sujeito em frente à câmera. Franke admite ter em mãos um tema muito amplo, mas revela que, apesar disso, estabeleceu com os entrevistados um diálogo que se estendeu muito além do objeto inicial: uma longa conversa sobre métodos do fazer documentário. Coutinho demonstra questionamentos que faz a si mesmo durante as filmagens: Por que devo dirigir filmes? Por que farei este filme e não outro? Por que filmar uma pessoa e não outra? Por que este filme terá música? Por que colocar a câmera aqui e não ali? Coutinho diz que nem sempre tem a resposta, mas que a sente, sendo isso uma forma de pensamento. 

Washington Novaes diz que o desafio é ser interessante e compreensível sem ser chato e primário. Silvio Tendler afirma que sua maior preocupação é se comunicar com o público. Eduardo Thielen reflete o apreço de Coutinho sobre as pessoas e o interesse do mestre em seguir do universal para o pessoal. Thielen retoma a metáfora poética de Alberto Cavalcanti para dizer que "se você quer fazer um filme sobre os correios, faça um filme sobre uma carta". O documentarista Bertram Verhaag declara seu interesse em filmes sobre a vida, sobre experiências. Valentin Thurn admite que se motiva pela paixão em filmar sobre determinado assunto. Inge Altemeier gosta de contar histórias que não seriam contadas por outros, que refletem pensamento e ação política. Tschirner considera inimaginável um documentário sem política. Luiz Eduardo Jorge concebe o cinema documental como intervenção social. A narrativa intercala as falas dos entrevistados com cenas de seus filmes, como 100% cotton from India (Inge Altemeier, 2003), Dying for fashion (Inge Altemeier, Steffen Weber, 2016), Abgefackelt (Inge Altemeier, Steffen Weber, 2015), Passageiros da segunda classe (Luiz Eduardo Jorge, Kim-Ir-Sem e Waldir Pina, 2001), Jango (Silvio Tendler, 1984) e Advogados contra a ditadura (Silvio Tendler, 2014). 

Coutinho diz que após largar o cinema, em 1970, trabalhava no Jornal do Brasil quando foi convidado para integrar a equipe do programa de TV Globo Repórter, em 1975. Na televisão, retoma seu contato com o audiovisual, com o cinema em 16 mm, percebendo que sempre quis fazer documentário, independentemente do sucesso de Cabra marcado para morrer (1984). Washington Novaes lembra de Paulo Gil Soares, chefe de reportagens especiais do Globo Repórter, para dizer que o narrador é a câmera, e não o repórter. Na TV, Coutinho reforça sua predileção pela escuta e pela conversa, fundamentos de sua cinematografia. Tendler busca popularizar o conhecimento por meio de documentários, tendo feito filmes sobre geografia, saúde, política e história. 

Eduardo Thielen destaca as relações entre passado, presente e futuro nos filmes. Coutinho aponta para a qualidade de construção diegética de realidades por parte do documentário, sobretudo na presença da câmera, que torna tudo registro e performance simultaneamente. "A câmera constrói personagem", diz o cineasta. Coutinho ressalta a importância de uma produção profissional, cordial, que deixe o entrevistado confiante no momento da filmagem. Trecho de Edifício Master (2002) sobre uma tentativa de suicídio ilustra a fala de Coutinho sobre não ser a história em si aquilo que mais importa à narrativa, mas a forma como a pessoa conta essa história. 

Inge Altemeier afirma utilizar as mais diversas táticas para documentar casos polêmicos, registrar informações críticas ou sigilosas, e dar voz a todos os envolvidos. Silvio Tendler trabalha sobre um "ponto de vista documentado", sempre procurando defender a tese de seu filme. Joachim Tschirner prefere um modelo em que uns falam com os outros, e não no qual uns falam sobre os outros. Bertram Verhaag, diretor de Blue eyed (1996), sobre a educadora branca norte-americana Jane Elliott, dedicada a conscientizar a sociedade branca dos Estados Unidos sobre o racismo contra negros naquele país, admite que seus filmes já não conseguem dialogar com a indústria, pois empresários se recusam a dar entrevistas. 

Eduardo Thielen aposta em estabelecer uma relação humana de igualdade entre o documentarista e o entrevistado, que seja marcada pela escuta. Ainda assim, sabe que o dispositivo do cinema, desde a filmagem, causa impacto ou provoca influência sobre o entrevistado. Tendler fala na relação de confiança entre ambos, partindo do princípio de que são pessoas responsáveis. Com trechos do documentário póstumo Últimas conversas (2015), Eduardo Coutinho sublinha as qualidades de empatia e comunicação, necessárias ao documentarista em sua relação com a pessoa entrevistada. O diretor ressalta que humildade, ou mesmo ignorância, como diz, permitem ao documentarista extrair do entrevistado as melhores falas. Ele insiste no básico: O quê? Por quê? Como? Perguntas que podem aprofundar respostas. 

Valentin Thurn faz documentários para checar as histórias e as informações sobre temas que lhe chamam a atenção, como o desperdício de alimentos por supermercados na Alemanha e na França, que acabam sendo coletados no lixo por pessoas dispostas a consumi-los. Em seu trabalho, a atenção às respostas lhe despertou uma capacidade de perceber mentiras. Tendler e Thielen concordam que é preciso traduzir a informação de forma simples, compreensível para todos, mas sem simplificações. Inge Altemeier diz que a comunicação pelo filme precisa aliar a história narrada a uma estética audiovisual própria. 

Kerstin Stutterheim traz da realidade histórias fragmentadas em imagem, captadas por sua câmera, relacionando-as na montagem para propor uma narrativa específica. Tendler destaca que o roteiro limita o documentário, e que o filme se faz na montagem. Valentin Thurn acredita que a organização prévia do filme a ser realizado ajuda a orientar entrevistas. Inge Altemeier não adota roteiro. Prefere viver seus filmes, percebendo assim o drama que há neles. Eduardo Thielen explica que definir a abordagem do tema é essencial para se realizar um documentário. Trechos de Oswaldo Cruz na Amazônia (Eduardo Vilela Thielen, Stella Oswaldo Cruz Penido, 2002) ilustram a fala, mostrando um longo travelling exibindo vagões de trem abandonados, enferrujados, sobre trilhos de uma ferrovia em ruínas, tomada pela densa vegetação amazônica. Sobre essa sequência, emover, o ator Paulo José Lee faz a leitura de uma carta escrita por Oswaldo Cruz, em janeiro de 1913. Nela, o autor cita os muitos benefícios que a estrada de ferro Madeira-Mamoré traria à região, sendo essa uma oportunidade para o governo federal "sanear" e "habitar" a Amazônia. A intenção do diretor e do montador de Oswaldo Cruz na Amazônia em evidenciar o descompasso entre imagem e discurso é evidente, sublinhando a falha do projeto de ocupação amazônica. 

Por outro lado, Bertram Verhaag, autor de Spaltprozesse (codireção: Claus Strigel, 1986) e de Code of survival (2017), explica que a falta de um narrador obriga os realizadores a estabelecerem uma narração exclusivamente por meio de entrevistas e documentação. Assim, a equipe precisa filmar mais material bruto para ter melhores opções de montagem. Citando a tradição cinematográfica de Jean Rouch, Coutinho defende o uso do som direto para captar melhor os entrevistados e, assim, obter deles suas "performances". Tendler complementa citando o papel social do cineasta em desenvolver o pensamento crítico do espectador e promover o debate público sobre fatos ocorridos no mundo – algo que fez, por exemplo, em O Veneno está na mesa (2011), no qual detalha o uso abusivo de agrotóxicos em plantações brasileiras. Assim como outros diretores, Luiz Eduardo Jorge destaca que seus documentários tiveram o poder de alterar situações estabelecidas. Seu Kraho – Os filhos da terra (1993) contribuiu no processo de autodeterminação desta comunidade indígena, inclusive retornando a ela todos os direitos de imagem vinculados ao filme. Passageiros da segunda classe (2001) resultou na demolição de um hospital e em melhorias no sistema manicomial de Goiás. Coutinho lembra que Elizabeth Teixeira, em torno de quem gira Cabra marcado para morrer (1984) e A Família de Elizabeth Teixeira (2014), foi à Suíça, conheceu um coletivo de mulheres na Amazônia e tornou-se conselheira de movimentos sociais na Paraíba depois de participar de seus filmes. Inge Altemeier afirma que documentários devem contar as histórias das sociedades para assegurar o conhecimento coletivo. Tendler diz fazer filmes para lutar pela qualidade de vida das pessoas nos âmbitos histórico, político e científico. Coutinho conclui que, ao editar as falas, busca tornar suas as palavras do entrevistado e vice-versa. Para ele, o objetivo é criar uma fala, ou um filme, "que não se sabe de onde surge". O documentário encerra com dedicatória in memoriam a Eduardo Coutinho [1933-2014] e a Luiz Eduardo Jorge [1956-2017].

Ficha técnica


IDENTIDADES
Ordem de identificação:
Eduardo Coutinho (no Rio de Janeiro),
Washington Novaes (em Goiânia),
Kerstin Stutterheim (em Potsdam),
Silvio Tendler (no Rio de Janeiro),
Eduardo Thielen (no Rio de Janeiro),
Bertram Verhaag (em München),
Valentin Thurn (em Berlin),
Inge Altemeier (em Hamburg),
Joachim Tschirner (em Berlin),
Luiz Eduardo Jorge (em Goiânia).

DIREÇÃO
Direção: Liliana Sulzbach, Carlos Roberto Franke.
Entrevistas: Carlos Roberto Franke.

ROTEIRO
Roteiro: Liliana Sulzbach, Denise Marchi.
Pesquisa: Carlos Roberto Franke, Arthur Ferraz.
Tradução: Nehle Franke, Christiane Neusser Sichinel, Nick Rands.

PRODUÇÃO
Produção executiva: Liliana Sulzbach.
Assistência de produção executiva: Arthur Ferraz.
Produção de set (Brasil): Rahissa Pelles.

Assistência jurídica: Patrícia Dias Goulart.

FOTOGRAFIA
Operação de câmera (Alemanha): Anna Intemann, Julia Weingarten.
Operação de câmera (Brasil): Paulo Castiglioni Lara, Piva Barreto.

ARTE
Design de marca: Tatiana Sperhacke / Tat Studio.

SOM
Som (Alemanha): Kai Theissen, Richard Koburg, Thomas Keller.
Som (Brasil): Paulo Castiglioni Lara, Piva Barreto.

MÚSICA
Trilha original e instrumentos: Caetano Maschio Santos.

ARQUIVO
Filmes (ordem de inserção):
100% cotton made in India (Inge Altemeier, 2003, DE, 29 min) // Altemeier & Hornung Filmproduktion GbR.
Dying for fashion (Inge Altemeier, Steffen Weber, 2016, DE) // Altemeier & Hornung Filmproduktion GbR.
Die Biosprit-Lüge (Inge Altemeier, 2009, DE, 44 min) // Altemeier & Hornung Filmproduktion GbR.
Abgefackelt – Wie Ölkonzerne unser Klima killen (Inge Altemeier, Steffen Weber, 2011, DE, 52 min) // Altemeier & Hornung Filmproduktion GbR.
Passageiros da segunda classe (Kim-Ir-Sen, Luiz Eduardo Jorge, Waldir Pina, 2001, BR, 22 min, pb) // Kim-Ir Sem Pires Leal.
Jango (Silvio Tendler, 1984, BR) // Caliban.
Os Advogados contra a ditadura – Por uma questão de justiça (Silvio Tendler, 2014, BR, 130 min) // Caliban.
Der Mensch an Sich Wird Nicht in Betracht Gezogen (Bertram Verhaag, Claus Strigel, Walter Harrich, 1980, DE) // Denkmal Film Verhaag GmbH.
Seis dias em Ouricuri (Eduardo Coutinho, 1976, BR) // TV Globo.
Os Anos JK – Uma trajetória política (Silvio Tendler, 1980, BR) // Caliban.
Dedo na ferida (Silvio Tendler, 2017, BR, 92 min) // Caliban.
Há muitas noites na noite: O Poeta, da resistência cultural a Moscou [capítulo 1 de série] (Silvio Tendler, 2015, BR, 29 min). Trecho com Ferreira Gullar // Caliban.
Oswaldo Cruz na Amazônia (Eduardo Vilela Thielen, Stella Oswaldo Cruz Penido, 2002, BR, 52 min). Vozes: Stella Oswaldo Cruz Penido, Paulo José // Casa de Oswaldo Cruz-Fiocruz.
Cinejornal Informativo v.1, n. 245 (1950, BR) – Segmento "Combate à Malária em Santa Catarina – O sanitarista Mario Pinotti lança novos métodos profiláticos" // Cinemateca Brasileira / Imagens cedidas por Casa de Oswaldo Cruz-Fiocruz.
Kraho – Os filhos da terra (Luiz Eduardo Jorge, 1993, BR, 50 min) // PUC Goiás.
Edifício Master (Eduardo Coutinho, 2002, BR) // VideoFilmes.
Asbest! (Inge Altemeier, 2010, DE) // Altemeier & Hornung Filmproduktion GbR.
Yellow cake – The dirt behind uranium (Joachim Tschirner, 2010, DE) // Umweltfilm Produktionsgesellschaft mbH.
Blue eyed (Bertram Verhaag, 1996, DE, 92 min) // Denkmal Film Verhaag GmbH.
Últimas conversas (Eduardo Coutinho, 2015, BR) // VideoFilmes.
Taste the waste (Valentin Thurn, 2010, DE) // Schnittstelle Thurn GbR.
Flies & angels (Kerstin Stutterheim, Niels Bolbrinker, 2008, DE) // Stutterheim & Bolbrinker GbR.
The Goldberg condition (Niels Bolbrinker, Kerstin Stutterheim, 2018, DE) // Stutterheim & Bolbrinker GbR.
Bauhaus – Modell & Mythos (Kerstin Stutterheim, Niels Bolbrinker, 2009, DE) // Stutterheim & Bolbrinker GbR.
Spaltprozesse (Bertram Verhaag, Claus Strigel, 1986, DE) // Denkmal Film Verhaag GmbH.
Code of survival (Bertram Verhaag, 2017, DE) // Denkmal Film Verhaag GmbH.
Scientists under attack – Genetic engineering in the magnetic field of money (Bertram Verhaag, 2010, DE) // Denkmal Film Verhaag GmbH.
O Veneno está na mesa (Silvio Tendler, 2011, BR, 49 min). Trecho com narração de Dira Paes // Caliban.
Der Aralsee (Joachim Tschirner, 1999, DE) // Umweltfilm Produktionsgesellschaft mbH.
Vermelho negro (Luiz Eduardo Jorge, 2008, BR) // PUC Goiás.
Cabra marcado para morrer (Eduardo Coutinho, 1984, BR) // Mapa Filmes do Brasil.
A Família de Elizabeth Teixeira (Eduardo Coutinho, 2014, BR) // IMS Instituto Moreira Salles.

FINALIZAÇÃO
Montagem: Alfredo Barros.
Assistência de montagem: Raoni Ceccim.
Coordenação de montagem: Sílvia Baptista.

Coordenação de pós-produção: Arthur Ferraz.

EQUIPE Forno FX
Produção executiva: Daniela Israel.
Assistência de pós-produção: Victoria Ketzer.
Motion design: Pedro de Lima Marques.

Finalização de imagem: Jonatas Rubert.
Assistência de finalização de imagem: Laura Gus, Pedro Galiza.

Desenho de som: Kiko Ferraz, Chrístian Vaisz.
Edição de diálogos: Richard Thomaz.
Efeitos sonoros e sons ambientes: Felipe Borges.
Mixagem: Richard Thomaz.
Coordenação de estúdio de som: Lísia Faccin.

ACESSIBILIDADE
Roteiro de AD Audiodescrição: Mimi Aragón.
Consultoria de roteiro: Rafael Braz.
Narração: Diana Manenti.
Voice over: Douglas Dias.
Técnico de som: Bruno Klein / Porta da Toca Estúdio (Porto Alegre).

Tradução e interpretação em LIBRAS Língua Brasileira de Sinais: Celina Xavier Neta.
LSE Legendagem para Surdos e Ensurdecidos: Kemi Oshiro.

EQUIPE Canal Curta!
Direção de conteúdo: Bibiana de Sá, Julio Worcman.
Curadoria: Barbara Louise, Daniela Nigri, Eduardo Fradkin, Marina Burdman, Marina Kezen, Natalia Amarante Furtado.
Coordenação de aquisição: Fernanda Tamara.
Coordenação de produção: Mariana Seivalos.

EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS
Estúdio de letreiros, vinhetas, créditos e janela de LIBRAS Língua Brasileira de Sinais: Forno FX (Porto Alegre).
Estúdio de finalização de som: KF Studios (Porto Alegre).
Acessibilidade: OVNI Acessibilidade Universal (Porto Alegre).

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
Companhia produtora: Tempo Porto Alegre (Porto Alegre).
Financiamento (BR): Chamada Pública ANCINE/FSA nº 01/2015 – Arranjos Financeiros Estaduais e Regionais. Recursos públicos geridos pela ANCINE Agência Nacional do Cinema. Investimentos do FSA Fundo Setorial do Audiovisual administrados pelo BRDE Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Proponente: Tempo Serviços de Produção Ltda.. Valor: R$ 120.000,00.
Produção cultural: Canal Curta! (Rio de Janeiro).

AGRADECIMENTOS
Agradecimento especial: José Francisco Serafim.
Agradecimentos da direção: Alexander von Humboldt-Stiftung, Angela Pires, Cesar Graeff Santos, Claudius Ceccon, Eduardo Escorel, Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia – UFBA, Fábio Del Re, Filmunivesität Babelsberg Konrad Wolf, Herta Elbern, Isabel Locatelli, Lauro Escorel, Luiz Carlos Felizardo, Marcus Mello, Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas – Póscom UFBA, Videosaúde Distribuidora da Fiocruz.
Agradecimentos da produção: Cristina Wittenstein, Elianda Figueiredo Arantes Tiballi, Kim-Ir-Sen Pires Leal, Laura Liuzzi, Leilanie Silva, Raquel Freire Zangrandi, Sérgio Casaes, Stela Grisotti.

Dedicatória: In memoriam: Eduardo Coutinho [1933-2014] e Luiz Eduardo Jorge [1956-2017].

FILMAGENS
Brasil / RJ, no Rio de Janeiro;
Brasil / GO, em Goiânia;
Alemanha [Deutschland] / Brandenburg, em Potsdam;
Alemanha [Deutschland] / Bayern, em München [Munique];
Alemanha [Deutschland], em Freie Hansestadt Hamburg;
Alemanha [Deutschland], em Berlin.

ASPECTOS TÉCNICOS
Duração: 80 min
Som:
Imagem: cor
Proporção de tela:
Formato de captação:
Formato de exibição:
Acessibilidade disponível: AD Audiodescrição + LIBRAS Língua Brasileira de Sinais + LSE Legendagem para Surdos e Ensurdecidos.

DISTRIBUIÇÃO
Classificação indicativa:
Contato:

OBSERVAÇÕES
A frase "Você pode escrever um artigo sobre os correios, mas deve fazer um filme sobre uma carta", citada por Eduardo Thielen, é de autoria de Alberto Cavalcanti.
Cf. créditos finais: // Porto Alegre/RS – Outono de 2019. //
O crédito de 'Produção cultural' foi atribuído a partir de Dois tempos (2021) que tem Curta! assim creditado. Em O Método aparece apenas o logotipo do canal sem precisar sua participação (o mesmo acontece em Trinta povos, 2020).

Grafias alternativas: Eduardo Thielen (identificação) e Eduardo Vilela Thielen (f) | Alberto Cavalcante | Kim-Ir-Sem e Kim-Ir Sem Pires Leal | Patrícia Goulart | Curta! TV – Conteúdos relevantes | Jango – Como, quando e por que se derruba um presidente | Advogados contra a ditadura: episódio 01 | Há muitas noites na noite: episódio 01

BIBLIOGRAFIA
CAETANO, Maria do Rosário. Liliana Sulzbach debate método de criação de Carlos Nader e Eduardo Coutinho. Revista de Cinema, São Paulo, 24 maio 2021.
KANITZ, Mônica. Série O Método em sessões online nas redes sociais da Cinemateca Paulo Amorim e IECINE RS. Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2 jul 2021.
PROREXT Pró-Reitoria de Extensão. Cineastas Liliana Sulzbach e Carlos Roberto Franke são os convidados do Tela Virtual especial O Método. UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 26 ago 2021.
GLÓRIA, Rafael. O Método. Goethe-Institut, Porto Alegre, sd.

Exibições


• Porto Alegre (RS), Auditório do Goethe-Institut Porto Alegre, 1º jul 2019, seg, 19h30 (pré-estreia aberta e para convidados com comentários dos diretores)

• Canal Curta!, 10 jul 2019, qua, 21h30 (estreia) + 11 jul, qui, 1h30, 15h30 + 12 jul, sex, 9h30 + 14 jul, dom, 22h30

• Montevideo (UY), AtlantiDoc 13º Festival Internacional de Cine Documental del Uruguay [25 nov-13 dez], Sala B del SODRE (18 de Julio 930), 28 nov 2019, 20h (apresentação pela diretora)

• Salvador (BA), Faculdade de Comunicação da UFBA Universidade Federal da Bahia, 12 ago 2021, qui, 16h, online (debate)

• Porto Alegre (RS), Tela viva, Sala Redenção-Cinema Universitário da UFRGS, 26 ago 2021, qui, 19h, online (conversa com os diretores)

• Porto Alegre (RS), Mostra.doc, Goethe-Institut Porto Alegre-Goethe on Demand [10-30 set; online], set 2021

Como citar o Portal


Para citar o Portal do Cinema Gaúcho como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:
O Método. In: PORTAL do Cinema Gaúcho. Porto Alegre: Cinemateca Paulo Amorim, 2024. Disponível em: https://cinematecapauloamorim.com.br//portaldocinemagaucho/1230/o-metodo. Acesso em: 22 de fevereiro de 2024.