Habitantes do Arroio (2010)

Brasil (RS)
Longa-metragem | Não ficção | Universitário
cor, 103 min

Direção: Ana Luiza Carvalho da Rocha, Rafael Devos.
Companhia produtora: BIEV Banco de Imagens e Efeitos Visuais; Laboratório de Antropologia Social; UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Instituto Anthropos

Primeira exibição: desconhecida

 

Projeto de cunho acadêmico, Habitantes do Arroio teve como objetivo inicial investigar as situações de conflito e interdependência entre grupos sociais diversos, instituições e técnicos da área ambiental – todos envolvidos cotidianamente com os usos das águas do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre. Os pesquisadores envolvidos, ligados a organismos como UFRGS e Instituto Anthropos, produziram vídeos de curta duração, reunindo dados etnográficos e conduzindo entrevistas com várias pessoas, entre 2009 e 2010, durante deslocamentos pelo local. O resultado final é um filme de 103 minutos de duração, que pode ser assistido como um documentário linear, mas também como um DVD interativo. Nesta última modalidade, novas direções na narrativa são provocadas pelas conexões entre universos urbanos diferentes reunidos pelas águas: águas pluviais, águas da memória, águas lúdicas e prazerosas, águas perigosas, etc. As descobertas do estudo também podem ser acessadas através do blog http://habitantesdoarroio.blogspot.com/.

Ana Luiza Carvalho da Rocha tem Graduação em Ciências Sociais/Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1978), Mestrado em Antropologia Social/ Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1985) e Doutorado em Antropologia - Université Paris Descartes (1994). Atualmente é Consultora do Centro Memória da Arquitetura e do Urbanismo/CAU do Instituto de Arquitetos do Brasil (RS) e da Comissão do Acervo do Museu de Artes do Rio Grande do Sul/MARS. Atua na área da produção audiovisual e na pesquisa com repositórios digitais de pesquisa antropológica na WEB. Premiações: Prêmio Melhor filme etnográfico I Festival Théo Brandão de Fotografias e Filmes Etnográficos, Maceió-Alagoas/BRASIL (roteiro) 2011. Prêmio I MOVE - Melhor vídeo etnográfico - Categoria Expressão cultural, Universidade Federal de Goiânia/UFG , direção e roteiro (2010). Prêmio Manuel Diégues Junior, incentivo à pesquisa, Mostra Internacional do documentário etnográfico, Rio de Janeiro, direção e roteiro (2008), Prêmio Xanduca de Angico: Produção de Filmes Etnográficos, Universidade Federal de Alagoas (2005), direção, pesquisa e roteiro. Premio Pierre Verger - Filme Etnográfico, direção e roteiro, (1998) Membro da Associação Brasileira de Antropologia.

Rafael Devos possui graduação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001) e mestrado (2003) e doutorado (2007) em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com estágio de doutorado em Antropologia Visual realizado na Université de Paris VII, Paris, França. Professor no Departamento de Antropologia da UFSC Universidade Federal de Santa Catarina e docente no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/UFSC. Pesquisador associado ao Núcleo de Antropologia Visual-NAVI/UFSC, ao Núcleo Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural-NAUI/UFSC e ao BIEV-UFRGS Banco de Imagens e Efeitos Visuais-Laboratório de Antropologia Social-Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia Visual, Antropologia Urbana e Memória Coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: itinerários de grupos urbanos, antropologia visual, documentário etnográfico, memória coletiva, meio ambiente e cinema.

Sinopse


Na parte final, cartelas com citações, sem autoria:

// "O rio estava em seu lugar, como manda o figurino. Eis senão quando a cidade resolveu invadi-lo, na base do fato consumado...
Começaram, então, os intempestivos e abusivos aterros, ou seja, a ocupação do rio, a mão armada, pela cidade.
... isto num lugar em que pode faltar tudo, menos terra". //

// "Costeando a Praia do Riacho, existia uma espécie de muralha (...) Essas paragens eram o paraíso da 'lavadeira especializada' (...)
Antigamente era comum as lavadeiras irem até às portas das residências e levarem a roupa suja para a ensaboarem no Rio Guaíba (...)
Era comum vê-las carregando a trouxa de roupa na cabeça, num equilíbrio herdado das antigas escravas ou índias (...)" //

// "Quem margeia certos sítios de nossas praias, vê por toda a aparte roupa lavada, enxugando ao sol ou ao vento. (...)
Algumas dessas mulheres têm os dedos rachados de frieiras, que lhes doem com o contacto d'água fria, mas é preciso entregar a roupa ao freguês ou à engomadeira, porque apesar da baixa temperatura, ninguém quer andar de roupa suja se é pessoa que se preza". //

// "(...) Umas sempre habitaram o Arraial da Baronesa, por terem a mão o Riachinho e outras os Navegantes à beira rio com sua extensa praia.
No arrabalde Parthenon, vivem também muitas lavadeiras, que utilizam um grande trecho do Riachinho que por ali desliza.
A maioria dessa gente mora em sítios distantes do centro da cidade, pela convivência da modicidade do preço das casinhas em que vivem, com a abundância d'água à porta". //

Ficha técnica


IDENTIDADES
Ordem de identificação:
Leopoldino Borges (engenheiro civil, superintendente do DNOS).
Não creditados: Rafael Devos e equipe.
Escola Estadual de Ensino Fundamental Prof. Sylvio Torres: Eric, Jade, Mariele, Guilherme (alunos), Vilma (professora), ?? (professora).
José Antônio da Silva Vieira (policial militar, morador da Travessa Pesqueiro),
Maria Iracema (Vila Herdeiros),
Paulo Paim (engenheiro sanitarista DRH/RS, no Beco dos Marianos)
Ana Luiza Carvalho da Rocha (antropóloga),
Evandro (funcionário de empresa terceirizada),
Morador não identificado da Travessa Pesqueiro,
Waldir Flores (engenheiro, coordenador Obras Socioambiental DMAE),
Carlos Alberto Saraiva (morador Vila Santa Isabel), Oscar Vandam de Azambuja (morador Vila Santa Isabel), Catarina (moradora Vila Santa Isabel),
Cassildo (operador de máquinas, Empresa Pontual), Jorge (motorista, Empresa Pontual),
Morador não identificado.
Não creditada: Sônia Vieira (autora do livro de poesias Águas correntes (Nossos arroios), Alcance, 2008).
Alessandro Sippel (engenheiro, programa Esgoto Certo DMAE), Clovis Henrique C. Reus (técnico, programa Esgoto Certo DMAE).
Arquivo: Mestre Borel, Morena (no bairro Restinga); Célia Souza Machado.

DIREÇÃO
Direção: Ana Luiza Carvalho da Rocha, Rafael Devos.

ROTEIRO
Pesquisa: equipe do projeto.

PRODUÇÃO
Equipe do projeto:
Ana Luiza Carvalho da Rocha (coordenação),
Rafael Devos (Bolsa DTI – CNPq),
Ana Paula Marcante Soares (Bolsa ATP – CNPq),
Luna Carvalho (Bolsa ITI – CNPq),
Renata Ribeiro (Bolsa ITI – CNPq),
Débora Beck (Bolsa ITI – CNPq),
Viviane Vedana (etnografia sonora),
Cornelia Eckert (consultoria), Paulo Renato Paim (consultoria).

FOTOGRAFIA
Operação de câmera: equipe do projeto.

SOM
Som: não creditado.

MÚSICA
[sem música]

ARQUIVO
Imagens adicionais: Anelise Gutterres, Patrick Barcelos, Stéphanie Bexiga, Ana Paula Parodi, Luciana Tubello Caldas, Rivail Teixeira.
Imagens aéreas: cedidas por RBS TV.
Fotografias de acervo: BIEV Banco de Imagens e Efeitos Visuais-PPGAS Programa de Pós-graduação em Antropologia Social-UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Museu de Comunicação Hipólito José da Costa; Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo.
Fotografias em pb.
Fotografias com alguma identificação: Aterro da Praia de Belas – 1959; Praia do Riacho, 1910.
Pinturas, entre elas, identificada: Praia de Belas, século XIX
Documentários:
Mestre Borel – A ancestralidade negra em Porto Alegre (2010, 55 min). Identidades: Mestre Borel, Morena. Direção: Anelise Gutterres e Baba Dyba de Iemonjá. Roteiro: Ana Luiza Carvalho da Rocha. Direção de fotografia: Rafael Devos. Etnografia sonora: Viviane Vedana. Edição: Rafael Devos, Viviane Vedana, Anelise Gutterres. Produção executiva: Anelise Gutterres. Assistência de produção: Inara Moraes. Produção: Ocuspocus Imagens. Financiamento: FUMPROARTE.
Arqueologias urbanas – Memórias do mundo (Ana Luiza Carvalho da Rocha, Maria Henriqueta Satt, 1997). Identidades: Célia Souza Machado.

FINALIZAÇÃO
Edição e finalização: Rafael Devos.

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
Companhia produtora: BIEV Banco de Imagens e Efeitos Visuais-Laboratório de Antropologia Social-UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre); Instituto Anthropos (Porto Alegre).
Financiamento: CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq / MCT Ministério da Ciência e Tecnologia / CT-Hidro / CT-Saúde.
Apoio: Departamento de Recursos Hídricos.

AGRADECIMENTOS
Agradecimentos: Gerson Cruz / RBS TV, Denise Stumvoll / Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, professora Vilma / Escola Sylvio Torres.

FILMAGENS
Arquivo: Aéreas: Barragem do Sabão (Porto Alegre / Viamão), Arroio Dilúvio, Vila Herdeiros, Porto Alegre, Viamão, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Agronomia, Morro Santana, Beco dos Marianos, Av. Bento Gonçalves, Av. Ipiranga, Partenon, Bom Jesus, Av. Cristiano Fischer, Partenon, Jardim Botânico, Av. Salvador França, Santa Cecília, Petrópolis, Av. Silva Só, Santana, Farroupilha, Av. João Pessoa, Azenha, Cidade Baixa, Menino Deus, Praia de Belas, Lago Guaíba.
Brasil / RS, em Porto Alegre, janeiro de 2009 a setembro de 2010 (cf. créditos finais), em:
Arroio Dilúvio, limite de município Porto Alegre / Viamão;
Vila Herdeiros, bairro Agronomia, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Prof. Sylvio Torres (R. Erotilde Machado Santana), em dez 2009;
Travessa Pesqueiro, bairro Menino Deus;
Beco Albatroz, bairro Bom Jesus;
Beco dos Marianos, Av. Ipiranga, bairro Agronomia / Arroio Dilúvio;
Estação de Bombeamento DMAE, Ponta da Cadeia, Centro;
Vila Santa Isabel, limite município Viamão / Porto Alegre;
Arroio Sem Nome, limite município Viamão / Porto Alegre;
Rua 1, bairro Agronomia;
Percursos urbanos – Bienal do Mercosul – 5 de novembro de 2009, saída do Cais do Porto;
Arquivo: Av. Borges de Medeiros em 2007.

ASPECTOS TÉCNICOS
Duração: 1:42:46 (YouTube)
Som:
Imagem: cor
Proporção de tela:
Formato de captação:
Formato de exibição:

DIVULGAÇÃO
Projeto Habitantes do Arroio: estudo de conflitos de uso de águas urbanas, risco, saúde pública e comunidades éticas em Porto Alegre-RS / www.habitantesdoarroio.blogspot.com
www.biev.ufrgs.br
www.thropos.org.br

DISTRIBUIÇÃO
Classificação indicativa:
Contato: BIEV Banco de Imagens e Efeitos Visuais-Laboratório de Antropologia Social-UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

OBSERVAÇÕES
Títulos alternativos: Habitantes do Arroio – Memórias das águas de Porto Alegre
Grafias alternativas: Rafael Victorino Devos | Escola Silvio Torres | Maria Henriqueta Creidy Satt
Grafias alternativas (funções): Realização [= Companhia produtora]

BIBLIOGRAFIA

Exibições


• YouTube, disponível desde 12 nov 2012

Como citar o Portal


Para citar o Portal do Cinema Gaúcho como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:
Habitantes do Arroio. In: PORTAL do Cinema Gaúcho. Porto Alegre: Cinemateca Paulo Amorim, 2024. Disponível em: https://cinematecapauloamorim.com.br//portaldocinemagaucho/1676/habitantes-do-arroio. Acesso em: 17 de junho de 2024.