A Quadrilha do Perna Dura (1976)

Brasil (RS)
Longa-metragem | Ficção
35 mm, cor, 108 min

Direção: Pereira Dias.
Companhia produtora: Teixeirinha Produções

Primeira exibição: Porto Alegre (RS), Victoria, 15 mar 1976, seg + circuito

 

Teixeirinha volta a ser Teixeirinha em A Quadrilha do Perna Dura, que um crítico da época chamou de "opus 6". Mary Terezinha, embora no filme assim se chame, não interpreta a si mesma. É uma garota do campo, rica, que lê a revista Fatos e Fotos, é a melhor sanfoneira e trovadora da região, a "Teixeirinha de saia". Há uma projeção cultural/intelectual recorrente nas personagens de Mary, elementos que procuram caracterizar sua figura com valores que não são os do público simples e, possivelmente iletrado em grande parte, ao qual os artistas se dirigem.

O personagem precisa parar por 30 dias por ordem de seu médico. Ele vai para São Francisco de Paula na fazenda da família, administrada pela irmã Fernanda. Mas ao invés do descanso exigido, ele não para um minuto: canta da chegada à partida, visita o padre, vai ao bolicho, às carreiras, ao baile e no final luta de adaga com o chefe da quadrilha. Durante as carreiras, Mary propõe o "Desafio pra valer", aceito. Os dois se conhecem e é amor à primeira vista. Depois do "descanso" ele volta para Porto Alegre, não sem antes abastecer num posto Shell (o merchandising necessário e adequado ao universo caminhoneiro do cantor). Outro merchandising, para atingir o público agropecuário, é o out-door de "Manah – Adubando tudo dá!" – amplamente difundido naqueles anos, que tinha aparecido no anterior Pobre João (1975).

A Quadrilha do Perna Dura é o último filme fotografado pelo veteraníssimo Ferenc Fekete, de extensa filmografia iniciada na sua cidade-natal, Budapest, Hungria, nos anos 40. Outro fotógrafo húngaro que esteve filmando no RS é Rodolfo Icsey. Na década seguinte, estabelecido em São Paulo, Fekete é fotógrafo de Simão, o caolho (Alberto Cavalcanti, 1952) e de Toda vida em 15 minutos (1954), a estreia de Pereira Dias na direção. Provavelmente é daí que vem o convite para ele, que ainda dirigiu duas comédias: A Pensão da D. Estela (codireção: Alfredo Palácios, 1956) e A Doutora é muito viva (1957). Um belo momento de seu trabalho é quando Teixeirinha canta "Relho trançado" no açude. O lugar e o ângulo escolhidos fazem lembrar uma paisagem idílica, uma espécie de paraíso perdido, um espaço encantado, de paz e harmonia divinal, o descanso do guerreiro que ele foi à procura.

Nessa altura, os fãs já esperam e reconhecem os atores que formam a plêiade de Teixeirinha: Jimmy Pipiolo como o irmão de criação tem participação reduzida. Suely Silva que já foi Vó Preta em Ela tornou-se freira (1972) volta empregada doméstica como Eva (em Pobre João) e como Divina (Perna Dura), nomes com forte carga simbólica. Outras figuras recorrentes são Rejane Schumann – anunciadora da TV Piratini no final dos anos 60, então engatando uma trajetória nacional na TV Globo em novelas como O Feijão e o sonho (1976) e Dancin' days (1978); Dorival Cabrera – que além de assinar a maquiagem – faz seu segundo padre (o outro foi em Ela tornou-se freira); Ricardo Hoeper (o bandido em Freira) agora faz os gêmeos Francisco e Januário.

A imprensa da época destaca que são sete novas músicas, cinco por Teixeirinha e duas por Mary, mas isso não fica muito claro. Vejamos: Do LP Última gineteada (1974) são "A Fogueira da saudade" (créditos iniciais), "Alma penosa" (no rádio durante tiroteio na Fazenda da Amizade) e "Casamento na roça" (no baile). Do LP Aliança de ouro (1975) são "Querência amada" (no estábulo), "Aliança de ouro" (trechos de fundo na cavalhada) e "Olhar feiticeiro" (final). Do LP Minha mensagem (1974), de Mary, são "Minha mensagem" (na soleira) e "Linda rancheira" (no baile). As outras: "Relho trançado" (no açude) apareceu em O Internacional (1973), "Desafio pra valer" (na cavalhada) em Disco de ouro (1965) e "Distante de ti" (serenata) em Dorme Angelita (1969). "Minha sanfona" (na cavalhada) em Mary Terezinha (1973). "Rancheira na lua" (no baile) escrita especialmente por Teixeirinha para Zezinho e Julieta nunca foi gravada pelo seu autor. "Alma penosa" foi composta para homenagear o colega de profissão José Mendes precocemente falecido em acidente de trânsito em 15 de fevereiro de 1974. "Querência amada" uma elegia ao Rio Grande do Sul, "é uma homenagem sincera em memória do meu pai" como ele anuncia na parte falada. Este xote é uma das músicas mais gravadas de Teixeirinha – após a sua morte – e aparece nos seguintes DVDs: por Oswaldir & Carlos Magrão em Festchê (2003) e Oswaldir & Carlos Magrão: 25 anos (2014), em Os Fagundes: Ao vivo (2004), Tchê Garotos: Ao vivo e... bem vivo! (2005), João Luiz Corrêa & Grupo Campeirismo: 10 anos de sucesso (2010).

A Quadrilha do Perna Dura é o primeiro dos seis cartazes que Benicio vai fazer para Teixeirinha. Este gaúcho de Rio Pardo, nascido em 14 de dezembro de 1936 como José Luiz Benicio da Fonseca, aos 16 anos inicia como aprendiz de desenhista na Clarim Publicidade, em Porto Alegre. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1953. Ingressa na Rio Gráfica e Editora como auxiliar de desenhista, passando a ilustrador: faz uma série de retratos de artistas na contracapa de Filmelândia (maio 1957-abr 1959) assim como inúmeras capas de Cinderela (1958-1961). No início dos 60, trabalha nas agências de publicidade McCann Erickson e Denison. Parceria com a Editora Monterrey fazendo capas para livros de bolso, como as das séries ZZ7 (1964, com Brigitte Montfort); Hora H; Extra-Oeste (1965); FBI; Xodó - Revista semanal de confidências; K. O. Durban; Avec - Histórias fabulosas (1967).

O primeiro cartaz é para Os Carrascos estão entre nós (C. Adolpho Chadler, 1968). Esta pesquisa indexou 234 cartazes, mas é certo que este número pode aumentar. Desenvolve um traço em técnica guache, único, inconfundível, para filmes de grandes bilheterias, como os de Os Trapalhões: 26 cartazes entre 1974 e 1991. Trabalha também para filmes de José Mojica Marins e Carlos Reichenbach. E toda uma série da comédia erótica paulista e carioca dos anos 70 e 80 como o clássico poster de A Super fêmea (Anibal Massaini Neto, 1973). Independência ou morte (Carlos Coimbra, 1972) e Dona Flor e seus dois maridos (Bruno Barreto, 1976) são apenas outros dois dos tantos criados por Benicio. Nos anos 70 sua média de produção equivale a um cartaz por mês (novas pesquisas poderão revelar uma média bem maior). Na listagem fornecida por Benicio constam dois exemplares com versões em inglês: The Troublemakers para Os Saltimbancos trapalhões e Sexual fantasy para Fantasias sexuais. Em 1982 ingressa na Artplan Comunicações, onde fica 20 anos. Mantém atelier particular em Ipanema. Falecido no Rio de Janeiro em 7 de dezembro de 2021, uma semana antes de completar 85 anos.

Sinopse


O cantor Teixeirinha – proibido pelo médico de trabalhar por 30 dias – vai para São Francisco de Paula, para a Fazenda da Amizade, administrada pela irmã Fernanda. Januário vai até a fazenda de seu irmão gêmeo Francisco, manco de uma perna, cobrar uma parte da herança que julga merecer e leva uma bofetada, prometendo vingar-se. O cantor ouve falar numa "Teixeirinha de saia", filha de Januário. Uma quadrilha – cujo chefe manca de uma perna – começa a apavorar a cidade: roubam a carroça de um turco, ameaçam Teixeirinha no açude. Na cavalhada de domingo, Mary Terezinha desafia o cantor com o "Desafio pra valer". Novos assaltos na cooperativa e no baile de sábado. No rancho da quadrilha, Teixeirinha luta com um bandido que sobrou e depois com o chefe. Com a chegada do Delegado, tiram a máscara: é Francisco. Teixeirinha coloca Mary no carro e eles partem para Porto Alegre.

Sinopse descritiva:
Em Porto Alegre, em estúdio de rádio, o cantor Teixeirinha anuncia uma notícia triste: seu médico o proibiu de trabalhar por 30 dias. Em São Francisco de Paula, na Fazenda da Amizade, sua irmã Fernanda e a empregada Divina ouvem a transmissão. Sob os créditos, ouve-se "A Fogueira da saudade" e Teixeirinha despedindo-se de seus funcionários, o carro passando pela Ponte do Rio Guaíba e por paisagens na estrada.
Na avenida principal de São Francisco é recebido pela comunidade e prefeito. Agradece cantando "Verde planura da terra". Em jogo de cartas Francisco perde e entrega revólver como garantia. Na fazenda de Januário, manco de uma perna, revela-se autoritário dando ordens e preocupado com os negócios que não vão bem. A mulher e a filha, Mary Terezinha (mantendo o nome real sem relação com sua vida) estão na cozinha. O irmão gêmeo Francisco – que perde tudo em jogos – vem cobrar uma parte da herança que julga merecer e leva uma bofetada, prometendo vingar-se. Teixeirinha chega na Fazenda da Amizade e rememora objetos da casa: o piano da mamãe, a espada do vovô na revolução de 1893. Januário reclama para a mulher que o intermediário não quer pagar o que vale a criação e a colheita. Mary, na soleira, toca sanfona e canta "Minha mensagem". O outro filho, Cirino, irmão de Mary, avisa que não pagam mais do que 200 cruzeiros por saca. Fernanda conta que tem uma sanfoneira conhecida como Teixeirinha de saia. No estábulo, junto aos peões, Teixeirinha canta "Querência amada". Francisco com uma máscara (e mancando para ser confundido com Januário) quer formar uma quadrilha para assaltar e roubar já que não se ganha nada sendo honesto. Ele contrata Pé-de-Burro para buscar seis homens na fronteira oriental.
Passada uma semana Teixeirinha conversa com Padre José e lembram [flashback] de uma história de quando ele "roubou" uma moça para casar. O cantor quer casar "com uma moça do campo, meiga, pura, sem maldade, que saiba admirar as belezas da nossa terra, que saia cozinhar" ao que o padre complementa: "principalmente que saiba cozinhar bem, fazer um carreteiro bem temperado". Pé-de-Burro apresenta os bandidos: Diabo Louco, Capincho, Gadelha, Zé das Moscas, Cremeio e Jundiá. A quadrilha ataca e pilha a carroça de fazendas e armamentos do turco Salim Said Lima. Na delegacia com o retrato do presidente Geisel na parede, Salim relata que o chefe tinha a perna dura. No açude, Teixeirinha canta "Relho trançado", chega a quadrilha, o chefe o reconhece pedindo para ele cantar, e improvisa uns versos desaforados.
Domingo, na cancha do Lico – a melhor cavalhada como tinham dito os peões no estábulo. Apresentação de danças folclóricas. O Delegado desconfia de Januário quando o vê chegar, mancando. Mary toca e canta trecho final de "Minha sanfona", depois inicia o "Desafio pra valer" convocando Teixeirinha para o duelo musical. Ele tenta beijá-la no final, inicia-se uma briga geral e Januário a tira dali. Fernanda liga o rádio e toca "Alma penosa" (em homenagem a José Mendes) quando chega a quadrilha. Tiroteio. Cirino chega e é ferido com um tiro de raspão. O Delegado vai até a fazenda de Januário, mas Cirino – desconfiado do pai – conta que não viu quem era. A quadrilha ataca a cooperativa. Teixeirinha em serenata para Mary toca violão e canta "Distante de ti".
Sábado, baile do Pedro Serrano. Mary toca e canta parte final de "Linda rancheira". Zezinho e Julieta cantam "Rancheira na lua". Com a chegada de Teixeirinha, ele e Mary cantam o arrasta-pé "Casamento na roça". A quadrilha invade o baile roubando joias e pertences de todos. Como parte do plano, na delegacia, Francisco não admite que o irmão seja o suspeito. Cirino tem certeza que o pai é o chefe da quadrilha depois de achar a bolsa com o roubo do baile. No Capão do Quirino, onde os bandidos foram presos, Cirino leva um tiro. Caria, o irmão de criação, acha que ele morreu. Teixeirinha pega a adaga do avô. No rancho de Pé-de-Burro, Teixeirinha luta com um bandido que sobrou e depois com o chefe. Com a chegada do Delegado, tiram a máscara: é Francisco. Cirino apenas bateu com a cabeça e já está bem. Cirino fica com Fernanda. Teixeirinha coloca Mary no carro, Caria pede para ir junto para Porto Alegre e os três partem. Na estrada param num posto Shell. Seguem em viagem pela estrada. Cascatas. Por do sol. Ouve-se o rasqueado "Olhar feiticeiro".

Ficha técnica


ELENCO
Teixeirinha (Teixeirinha),
Mary Terezinha (Mary Terezinha),
Jimmy Pipiolo (Zacaria),
Ricardo Hoeper (Francisco / Januário), Rejane Schumann (Fernanda), Marco Aurelio (Cirino),
Dimas Costa (Pé de Burro), Luiz Carlos Neves (Delegado), Dorival Cabrera (Padre José),
Suely Silva (Divina), Adolar Costa (Bolicheiro), Edison Acri (Gadelha), Sirio Rocha (Salim Said Lima), Octavio Capuano,
Américo Rede, Nilo de Paula (Diabo Louco), Augusto Biglia (Jundiá), Humberto Masoni, Luiz Borges,
Zezinho e Julieta, Antonio Augusto Fagundes (Prefeito), Wilson dos Santos, Lori Stankowitz, Osvaldino dos Santos.
Não creditado: Jangada (Quilo e Meio).

DIREÇÃO
Direção: Pereira Dias.
Assistência de direção: Gina O'Donnell.

ROTEIRO
História original: Vitor Mateus Teixeira [Teixeirinha].
Adaptação e diálogos: Pereira Dias.

PRODUÇÃO
Produção: Vitor Mateus Teixeira [Teixeirinha].
Direção de produção: Octavio Capuano.
Assistência de produção: Pedro Dias Neto.

FOTOGRAFIA
Direção de fotografia: Ferenc Fekete.
Assistência de câmera: Roberto Azevedo.

Eletricistas: Edeumar Moura, Sergio Rodrigues.
Maquinistas: Paulo Vallim, João Carlos Araújo.

Fotografia de cena: Erwin Rheinheimer, Sidnei Scur.

ARTE
Maquiagem: Dorival Cabrera.
Cabeleireira: Ieda Martins.

MÚSICA
Seleção de músicas incidentais: Pedro Amaro.

Músicas (ordem de inserção):
• "A Fogueira da saudade" (música, letra: Teixeirinha; rancheira) por Teixeirinha (voz) e Coro [créditos iniciais] [LP: Última gineteada / Menina que passa, 1974; faixa A3]
• "Verde planura de serra" (música, letra: Teixeirinha) por Teixeirinha (voz, violão)
• "Minha mensagem" (música, letra: Teixeirinha) por Mary Terezinha (voz, acordeon) [LP: Minha mensagem, 1974; faixa A1]
• "Querência amada" (música, letra: Teixeirinha; xote) por Teixeirinha (voz) [LP: Aliança de ouro, 1975; faixa A2]
• "Relho trançado" (música, letra: Teixeirinha; valseado) por Teixeirinha (voz, violão) [LP: O Internacional, 1973; faixa B4]
• "Quadrilha de assaltante" (música, letra: Teixeirinha) por Teixeirinha (voz, violão)
• "Minha sanfona" (música, letra: Mary Terezinha) por Mary Terezinha (voz, acordeon) [trecho final] [LP: Mary Terezinha, 1973; faixa A3]
• "Aliança de ouro" (música, letra: Teixeirinha; valsa) por Teixeirinha (voz) [LP: Aliança de ouro, 1975; faixa A1]
• "Desafio pra valer" (música, letra: Teixeirinha; desafio) por Mary Terezinha (voz, acordeon) e Teixeirinha (voz, violão) [LP: Disco de ouro, 1966; faixa A1]
• "Alma penosa" (música, letra: Teixeirinha; toada) por Teixeirinha (voz) [LP: Última gineteada / Menina que passa, 1974; faixa A4]
• "Distante de ti" (música, letra: Teixeirinha; valsa) por Teixeirinha (voz, violão) e Mary Terezinha (voz, acordeon) [LP: Dorme Angelita, 1967; faixa B3]
• "Linda rancheira" (música, letra: Mary Terezinha) por Mary Terezinha (voz, acordeon) [LP: Minha mensagem, 1974; faixa A3]
• "Rancheira na lua" (música, letra: Teixeirinha) por Zezinho (voz, acordeon) e Julieta (voz, violão)
• "Casamento na roça" (música, letra: Teixeirinha; arrasta-pé) por Teixeirinha (voz, violão) e Mary Terezinha (voz, acordeon) [LP: Última gineteada / Menina que passa, 1974; faixa B6]
• "Olhar feiticeiro" (música, letra: Teixeirinha; rasqueado) por Teixeirinha (voz, violão) e Mary Terezinha (voz, acordeon) [LP: Aliança de ouro, 1975; faixa A3]

FINALIZAÇÃO
Montagem: Pereira Dias.

Técnico [Marcação de luz]: Jurandir Pizzo.

Técnico de som: Orlando Macedo.
Mixagem: Julio Perez Caballar.

EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS
Película: Kodak Eastmancolor.
Laboratório de imagem: Rex Filme (São Paulo).
Estúdio de som: Odil Fonobrasil (São Paulo).

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
Companhia produtora: Teixeirinha Produções (Porto Alegre).

AGRADECIMENTOS
Agradecimentos: Prefeitura de São Francisco de Paula, CTG Rodeio Serrano, Sra. Nídia Franzen, Sr. Jorge Hermann, Olvebra S.A. pela cessão da Fazenda Violeta de Grancosul S.A., Esporte Clube Ruy Barbosa.

Dedicatória: Em memória de Miguel Jorge Elias, falecido em filmagem.

FILMAGENS
Brasil / RS, em São Francisco de Paula.

ASPECTOS TÉCNICOS
Duração: 1:47:49 (DVD)
Metragem: 2.879 metros
Número de rolos:
Som:
Imagem: cor
Proporção de tela: 1.33
Formato de captação: 35 mm
Formatos de exibição: 35 mm
Tiragem (DVD): AA001000.

DIVULGAÇÃO
Lobby card: 21,5 x 30,4 cm, cor. Quatro exemplares diferentes na Coleção G. Póvoas.
Cartaz: 85,6 x 55,9 cm. Desenho: Benicio. Exemplares com IECINE + Edison Acri + Coleção G. Póvoas.
Release: Quatro laudas datilografadas com equipe técnica, artística e sinopse; lauda da sinopse com timbre de Teixeirinha Produções (Acervo P. F. Gastal-Biblioteca Central PUCRS).

DISTRIBUIÇÃO
Distribuição em Recife: Art Films.
Distribuição: Ouro Filmes.
VHS: Distribuição: São Paulo: Reserva Especial, [199?]; capa reproduz desenho do cartaz original.
DVD: Distribuição: Fundação Teixeirinha DRS2684. Autoração: 21 nov 2012. Sem extras nem encarte. Produção: Teixeirinha Produções Artísticas. Recuperação: Fundação Vitor Mateus Teixeira. Patrocínio BR Petrobras. Lei de Incentivo à Cultura / Ministério da Cultura / Governo Federal; Fundação Teixeirinha. Capa: adaptação do cartaz original com desenho de Benicio.
DVD disponível no IECINE.
Contato: Fundação Vitor Mateus Teixeira.

OBSERVAÇÕES
Notícia de jornal de 29 maio 1975 sobre o falecimento de Miguel Antonio Jorge Elias.
Em algumas fontes aparece no elenco Sírio Nunes (Turco): provavelmente trata-se do creditado Sirio Rocha.
Custo: Cr$ 580.000,00.
Renda de março a setembro de 1976: Cr$ 2.400.000,00.
As músicas não estão creditadas.
Teixeirinha Produções: Rua dos Andradas, 1137, conj. 1602.
Trechos decupados (planos 657 a 743) em ROSSINI, p.186-197.

Títulos alternativos: A Quadrilha do Perna Torta, cf. reportagem de jornal não identificado
Grafias alternativas: Julio Perez Cabalar | Regina O'Donnel | Sueli Silva | Victor Mateus Teixeira (cf. créditos)
Nomes completos: Marco Aurelio Campos | Pedro Pereira Dias Neto
Grafias alternativas (funções): Maquilage

DISCOGRAFIA
Ver Discografias: Teixeirinha + Mary Terezinha.

BIBLIOGRAFIA
Guia de filmes. Rio de Janeiro, jan-dez 1978, p.79, ano XII, n.73-78.
ROSSINI, Miriam de Souza. Teixeirinha e o cinema gaúcho. Porto Alegre: FUMPROARTE-Secretaria Municipal da Cultura-Prefeitura de Porto Alegre, 1996. 238p. il.
LOPES, Israel. Teixeirinha – O gaúcho coração do Rio Grande. Porto Alegre: EST Edições-Fundação Vitor Mateus Teixeira, 2007. 215p. il.
FEIX, Daniel. Teixeirinha – Coração do Brasil. Porto Alegre: Diadorim Editora, 2019. 249p. il.

Noticiário:
A Quadrilha do Perna Dura. Folha da Manhã, Porto Alegre, 15 mar 1976.
Teixeirinha, opus 6. Zero Hora?, Porto Alegre, 15 mar 1976.
Folha da Manhã, Porto Alegre, 17 mar 1976.
O Perna Dura. Diário de Notícias, Porto Alegre, 18 mar 1976.
Zero Hora, Porto Alegre, 19 mar 1976.
A Quadrilha do Perna Dura de Pereira Dias com Teixeirinha. Correio do Povo, Porto Alegre, 24 jun 1976.
Anúncio. Diário de Pernambuco, Recife, 8 dez 1976, p.B-4 [BN, p.28], ano 152, n.331.
Anúncio. Diário de Pernambuco, Recife, 11 dez 1976, p.B-4 [BN, p.24], ano 152, n.333.
Anúncio. Diário de Pernambuco, Recife, 12 dez 1976, p.B-8 [BN, p.76], ano 152, n.334.
Anúncio. Diário de Pernambuco, Recife, 13 dez 1976, p.B-4 [BN, p.20], ano 152, n.335.
Anúncio. Diário de Pernambuco, Recife, 14 dez 1976, p.B-4 [BN, p.28], ano 152, n.336.
Anúncio. Diário de Pernambuco, Recife, 19 dez 1976, p.B-8 [BN, p.40], ano 152, n.341.
Cine Imperial: Hoje e amanhã: A Quadrilha do Perna Dura (Nacional-gaúcho). Pioneiro, Caxias do Sul, 17 maio 1980, p.49 [BN, p.47], ano XXXII, n.55.

Exibições


• Porto Alegre (RS), Victoria,
15-21 mar 1976, seg-dom
22-28 mar 1976, seg-dom
29 mar-4 abr 1976, seg-dom
5-11 abr 1976, seg-dom
12-18 abr 1976, seg-dom
19-25 abr 1976, seg-dom

• Porto Alegre (RS), Rey,
15-21 mar 1976, seg-dom
22-28 mar 1976, seg-dom
29 mar-4 abr 1976, seg-dom
5-11 abr 1976, seg-dom
12-18 abr 1976, seg-dom
19-25 abr 1976, seg-dom

• Porto Alegre (RS), Marrocos,
15-21 mar 1976, seg-dom
22-28 mar 1976, seg-dom
29 mar-4 abr 1976, seg-dom
5-11 abr 1976, seg-dom
12-18 abr 1976, seg-dom
19-25 abr 1976, seg-dom

• Porto Alegre (RS), Talia,
15-21 mar 1976, seg-dom
22-28 mar 1976, seg-dom
29 mar-4 abr 1976, seg-dom
5-11 abr 1976, seg-dom
12-18 abr 1976, seg-dom
19-25 abr 1976, seg-dom

• Porto Alegre (RS), Miramar,
15-21 mar 1976, seg-dom
22-28 mar 1976, seg-dom
29 mar-4 abr 1976, seg-dom
5-11 abr 1976, seg-dom
12-18 abr 1976, seg-dom
19-25 abr 1976, seg-dom

[precisa revisar acima]

• Caxias do Sul (RS), Cine Teatro Real,
2-8 abr 1976, sex, 20h15, sab, 20h, 22h, dom, 19h30, 21h30, seg-qui, 20h15
9-15 abr 1976, sex, 20h15, sab, dom, 19h30, 21h30, seg-qui, 20h15

• Curitiba (PR), Lido (R. Ermelino de Leão),
7-13 jun 1976, seg-dom, 14h, 16h, 18h, 20h, 22h
14-16 jun 1976, seg-qua, 14h, 16h, 18h, 20h, 22h

• Curitiba (PR), Ribalta (Av. Munhoz da Rocha, 1.504), 18-24 jun 1976, sex-qui, 14h, 16h, 18h, 20h, 22h

• Porto Alegre (RS), Regente, 24 jun 1976, qui

• Recife (PE), Art Palácio (R. da Palma), 12-14 dez 1976, dom-ter, 14h10, 16h, 17h50, 19h40, 21h30
[cf. anúncios; Cartaz do Dia mantém até 17 dez, enquanto anúncios informam O Gosto do inferno a partir de 15 dez]

• Recife (PE), Ritz (Av. Visconde de Suassuna), 19 dez 1976, dom, 14h10, 16h, 17h50, 19h40, 21h30

• São Paulo (SP), Lumière,
23-29 out 1978, seg-dom
30 out--5 nov 1978, seg-dom

• São Paulo (SP), Bristol, 5 nov 1978, dom

• São Paulo (SP), Iguatemi, 5 nov 1978, dom

• Caxias do Sul (RS), Cine Imperial, 16-22 maio 1980, sex, 20h15, sab, dom, 19h30, 21h30, seg-qui, 20h15

• Porto Alegre (RS), 10 anos sem Teixeirinha [5-10 dez], Cinemateca Paulo Amorim-Sala Eduardo Hirtz, 6 dez 1995, qua, 15h

Como citar o Portal


Para citar o Portal do Cinema Gaúcho como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:
A Quadrilha do Perna Dura. In: PORTAL do Cinema Gaúcho. Porto Alegre: Cinemateca Paulo Amorim, 2024. Disponível em: https://cinematecapauloamorim.com.br//portaldocinemagaucho/183/a-quadrilha-do-perna-dura. Acesso em: 18 de abril de 2024.