Na trilha da justiça (1977)

Brasil (RS)
Longa-metragem | Ficção
35 mm, cor, 101 min

Direção: Milton Barragan.
Companhia produtora: Teixeirinha Produções

Primeira exibição: Pereira Barreto (SP), 8 abr 1977, sex
Primeira exibição RS: Porto Alegre (RS), Victoria, 22 abr 1977, sex + circuito

 

"Se quisermos identificar as matrizes temáticas predominantes no melodrama, encontraremos dois núcleos principais que frequentemente aparecem entrelaçados: a reparação da injustiça e a busca da realização amorosa. Em ambas as alternativas a dificuldade de sucesso é introduzida pela ação de personagens mal-intencionadas". (HUPPES, 2000, p.33) Na trilha da justiça – assim como os outros filmes de Teixeirinha – atende ipsis litteris tal diagnóstico. Em seu oitavo filme, ele é Alexandre Teixeira administrador de fazenda, que no passado reparou uma injustiça com as próprias mãos e agora engata um romance com a filha do patrão, romance este que é sabotado pelo primo que almeja a fortuna da família dela.

O personagem está em todo filme, mas o ator Teixeirinha só aparece aos cerca de 24 minutos, antes é interpretado pelos seus dois filhos Alexandre (aos 8 anos) e Teixeirinha Filho (aos 18, dublado pelo pai) mesmo dispositivo que será usado em Meu pobre coração de luto. Há um embaralhamento entre os nomes dos personagens da ficção e os da vida real. Pois se o personagem não é Vitor, carrega Teixeira no sobrenome e o nome do pai de Alexandre é Saturnino (nome do pai de Teixeirinha). Se o nome da mãe – Ledurina – é poupado, há uma Aurelina – quase um anagrama do outro – que deu à luz à Liane e morreu. E Liane é o nome real da filha de Mary com Teixeira. Se Rosa Maria era o nome da personagem de Mary em Coração de luto, agora apenas Rosa é o nome da mãe. Rosa Maria = Mary = Rosa = Mãe, Mary = Mãe.

Na trilha da justiça trabalha com o duplo: não é um segredo, são dois: melodrama ao quadrado, a portas fechadas (quando o Pai manda chamar o advogado para uma conversa). As recorrências de filme para filme são tantas: os "20 anos" (exílio) aqui de novo, mais abstrato do que nos outros, não há informação diegética para onde foi (outra querência) nem o que fez. Fica sugerido que esteve na capital pela ilustração da milonga que canta no início da terceira fase (flashes com ele ajudando pessoas em lugares como o Parque da Redenção, a estatuária da fachada do prédio da Prefeitura, como se fossem as referências de sua vivência por lá). As datas precisas de cada período são tiradas do cartaz: 1949, 1959 e 1977, já que o filme não as detalha. O trauma da perda da mãe também é ao quadrado, o dele (que acha que a mãe está morta mas está viva) e o dela (o trauma que está por vir, extra-diegético: a mãe que pensava que era sua, não era, e a mãe verdadeira morreu ao dar à luz). O que Alexandre procura? A mãe? Pelas circunstâncias ele encontra a mulher amada que é também filha (adotiva) de sua Mãe reencontrada. Mãe-Mulher-Irmã. Há também recorrências formais. A mais impressionante é a maneira como é filmada a morte do Pai de Liane: é exatamente igual à morte de Ledurina com o filho Vitor em Coração de luto (1967): o detalhe do encontro das mãos, o conselho final. CONSELHO: outra recorrência, contrariando o senso comum que diz que se conselho fosse bom ninguém daria de graça. Mas em Teixeirinha, o conselho é ouvido e seguido: o bom conselho torna o homem melhor.

Assistir Na trilha da justiça – na cronologia dos filmes de Teixeirinha – reafirma a fronteira real e ao mesmo tempo difusa entre os filmes e a vida do artista, como se compusesse uma narrativa única do personagem Teixeirinha.

Desta vez a fotografia é entregue a Tony Rabatoni, paulista nascido em Pirangi em 1927, que viveu em Porto Alegre seus últimos anos, onde veio a falecer em 1995. Premiado duas vezes com O Saci de melhor fotografia, em 1960 por Cidade ameaçada (Roberto Farias) e A Morte comanda o cangaço (1960) e em 1962 por Os Cafajestes (Ruy Guerra). Fotógrafo do mítico Barravento (Glauber Rocha, 1961) e de pornochanchadas, requisitado para produções populares, de baixo orçamento e rápida feitura. Diretor de quatro longas e de curtas. Na trilha da justiça talvez seja o primeiro filme com enquadramentos que melhor entendem como filmar Teixeirinha. Há planos deslumbrantes, como o Grande Plano Geral de Alexandre cantando no início da terceira fase. Rabatoni consegue neste momento uma profundidade de campo e foco admiráveis e uma tonalidade expressiva no uso das cores. As referências estilísticas ao faroeste em Na trilha da justiça têm a contribuição de Rabatoni e sua experiência em diversos nordesterns que também fotografou.

"Guiado pelos conceitos de moral herdado de um pai exemplar, este homem, quando ainda jovem, mal entendendo o sentido da vida, tomou para si o direito de justiça num grito de protesto contra o destino. Se esse homem cometeu um crime foi o de fazer uma justiça ditada pela natural ignorância do meio em que fora criado. (...) A esse homem cuja vida é um exemplo a ser seguido e não punido, a este homem que mais não tem feito senão seguir sem desvios na trilha da justiça". As palavras de defesa do advogado de Alexandre – além de conterem o título do filme – podem ser entendidas como uma argumentação para a produção cultural do cantor. Trocando-se a palavra justiça por cinema, teríamos: "Se esse homem cometeu um crime foi o de fazer cinema ditado pela natural ignorância do meio em que fora criado". E isso explica(ria) tudo.

Sinopse


[1949] Mão dispara revólver e inicia-se uma corrida em cancha-reta com os créditos e a rancheira "Espero ser feliz". Saturnino Teixeira e o filho Alexandre, 8 anos, trazem seu cavalo Tostado para competir, vencendo. Suiçudo diz que teve velhacaria, trampa na carreira. Ofendido, Saturnino dá um soco em Suiçudo, que promete vingança. Em estrada, a cavalo, Alexandre pede ao pai que conte a história da mãe que não conheceu. De repente, o pai é baleado com tiro pelas costas. Alexandre vê Suiçudo. O pai, antes de morrer aconselha: "Quero que você seja um homem bom como até agora foi bom menino". Alexandre promete: "Eu juro por Deus Nosso Senhor que quando eu for homem grande eu vou encontrar esse bandido (...) e me vingar de cara a cara". Seu Joaquim deixa a tia Nica e Alexandre viverem no rancho onde Saturnino era o administrador.

[1959] Alexandre com 18 anos, a cavalo, lidera boiada no campo. No rancho, ele pede à tia acamada que conte a história de sua mãe: ela só tinha 15 anos quando Alexandre nasceu, e assustada voltou para os pais. Oito anos depois quando ia voltar, Saturnino foi morto. A tia: "Se um dia encontrar ela, perdoa de todo o seu coração". Antes de morrer ela só consegue dizer que o nome é o de uma flor, a mais bela. Na soleira, Alexandre toca violão e canta a valsa-canção "Menino órfão" [flashs ilustrativos como Alexandre criança vendo uma família e a chegada do Papai Noel]. Numa estrada ajuda uma mulher e sua filha [Rosa e Liane] a trocar o pneu. Ela fica transtornada quando ele diz ser filho de Saturnino. Em campo, Alexandre encontra Suiçudo e o desafia com revólver, atirando. Depois, no túmulo do pai diz que a justiça está feita. E parte para outra querência.

[1977] Em campo, Alexandre com 36 anos, toca violão e canta a milonga "Um Mundo de amor" [flashs ilustrativos como os pedalinhos no lago do Parque da Redenção, em Porto Alegre]. O andarilho Alegria ouve e é convidado para o churrasco. Na Fazenda N. S. Conceição, de Serapião, Alexandre consegue emprego como administrador e também para Alegria. Embaixo de uma árvore, Liane toca acordeon. Rosa, a mulher de Serapião, aparece na porta. Depois de ser apresentado aos peões, Alexandre encontra dois deles, desocupados, que o desafiam. Liane vê Alexandre num golpe tirar a faca de um deles. À noite, no galpão, com Alegria e peões, Alexandre toca violão e canta a toada-canção "Tordilho negro" [flashs ilustrativos]. Serapião, Rosa, Liane e a empregada também chegam para assistir. Alexandre e Alegria descobrem que os dois peões estão roubando gado e são demitidos. À noite, fumando, da janela vê uma combinação entre eles. O peão entra no quarto de Alexandre e crava uma faca no que parece ser o seu corpo embaixo do acolchoado. Alegria, que não consegue dormir, vai até o quarto do amigo e vê a faca encravada. A família acode: Rosa: "Mataram meu querido filho". Liane e Serapião se olham. Alexandre aparece desfazendo o mal entendido. Ele agradece Rosa ter lhe chamado de filho pois nunca ninguém tinha lhe chamado assim. Outro dia, Liane exige que Alexandre a acompanhe num passeio e o leva a um lugar que ela vai desde criança, "sagrado". Ele tem saudade dos tempos de criança. Ela pede que ele diga essas coisas cantando, o que ele faz com a toada-canção "Vai cantador". Liane e Serapião conversam sobre como a fazenda mudou e cresceu depois da chegada de Alexandre. Em outro passeio, Alexandre ajuda Line a descer do cavalo e se beijam. Ele diz que ama ela. Ela também. Mas ele preocupa-se com a diferença entre eles, afinal é um empregado da família. À noite, no seu quarto, pensativo, dedilha no violão, quando a família e os empregados cantam "Parabéns a você". Na festa, Liane toca acordeon e canta o rasqueado "Orgulhoso". Alegria bêbado. O padre pede para o aniversariante cantar, que antes discursa e depois entoa mais um rasqueado, "Olhar feiticeiro". No seu quarto, Liane conversa com a mãe sobre seu amor por Alexandre. Outro dia, Maurício, Lídia e Mauro, primos de Liane observam e comentam sobre a prosperidade da fazenda, que Liane está rica de novo. Em jantar na fazenda com a família e os primos, Serapião pergunta se Liane sente algo por Alexandre e ela diz que está apaixonada e quer casar. No seu quarto, Alexandre dormindo, Rosa diz palavras de carinho, chama de filho. Alexandre, que não estava dormindo, ouve intrigado as palavras de Rosa. Na frente da casa, Serapião e Rosa conversam sobre um segredo que não pode ser revelado. Maurício ouve. Rosa conta outro segredo, que Alexandre é seu filho, quis o destino que ele viesse trabalhar ao seu lado. Depois de abastecer o carrão em um posto Shell, Lídia tenta seduzir Alexandre. Os três primos querem destruir o romance. Maurício tem que ir à cidade conseguir uma certidão. Em agência bancária, Alexandre entrega cheque referente à compra de máquinas. Maurício dá um depoimento para o Delegado. Na janta da família, chega o Delegado e prende Alexandre por homicídio. Algemado, se despede de todos e diz que vai escrever uma carta explicando tudo. Na cela da delegacia, Advogado vem dizer que soube que a promotoria considerou muito o sentimento que levou ele a fazer justiça com as próprias mãos matando Suiçudo e também sua conduta durante todos estes anos. À noite, na fazenda, Seu Camargo vem para conversar a portas fechadas com o acamado Serapião. Antes de morrer ele pede à Rosa que nunca revele o segredo. Mãos do pai e da filha Liane e suas palavras: "Segue a minha obra, perdoa o seu..." e morre. Na cela, Alexandre lê carta de Liane sobre a morte do pai. No tribunal, advogado faz uma longa defesa. Em igreja, Rosa reza pela liberdade do filho. No tribunal, o réu é declarado inocente. Liane e Alexandre se abraçam. Rosa chega e se abraçam. Festa no galpão, com Alegria bêbado, "dublando" o xote "Adeus Mariana", na gravação de Pedro Raimundo. Na igreja, com a "Marcha nupcial" entra a noiva Liane acompanhada de Seu Camargo. No altar, Alexandre e Rosa. Depois de colocarem as alianças, Maurício apresenta certidão que prova que ambos são irmãos de sangue, filhos de Rosa Ferreira Borges. Rosa desmaia. Flashs de Alexandre e Liane: Rosa chamando Alexandre de filho. Seu Camargo tira outro documento (o primeiro segredo) que revela que a mãe verdadeira de Liane era Aurelina dos Santos Borges, falecida ao dar à luz. O padre, finalmente, os declara marido e mulher. Briga geral do lado de fora da igreja. Na porta: "Minha mãe! Jamais pensei que um dia eu pudesse te abraçar, lhe dizer esta palavra santa, Mãe". Em carruagem dirigida por Alegria, Alexandre e Liane se beijam. Ouve-se o xote "Lindo rancho".

Ficha técnica


ELENCO
Teixeirinha (Alexandre Teixeira adulto), Mary Terezinha (Liane),
Jimmy Pipiolo (Alegria),
Dimas Costa (Serapião), Vania Elizabeth (Rosa Ferreira Borges), Teixeirinha Filho (Alexandre jovem), Alexandre Teixeira (Alexandre menino),
Danny Gris (Maurício Borges dos Santos), Maria Isabel, Luiz Carlos Wichmann, Suely Silva (Empregada), Tia Eva, El Cid, El Condor,
Reverbel Boeira (Advogado de defesa), Oly A. da Rosa, Astério Azambuja, Dario C. Carvalho, Pedro Machado, Hamilton Silveira, Carla Pereira, Loreni Munhoz.
Atores convidados: Darcy Fagundes, Ivan Castro.

DIREÇÃO
Direção: Milton Barragan.
Assistência de direção: Lourival Pereira.
Continuidade: Lenir Pereira.

ROTEIRO
História original: Vitor Mateus Teixeira [Teixeirinha].
Roteiro e diálogos: Milton Barragan.

PRODUÇÃO
Produção: Vitor Mateus Teixeira [Teixeirinha].
Produção executiva: Teixeirinha Filho.
Direção de produção: Rui Favalli Bastide.
Assistência de produção: Tadeu Gonçalves.

FOTOGRAFIA
Direção de fotografia: Tony Rabatoni.
Assistência de câmera: Enio Staub.
Ajudante de câmera: Sergio Rodrigues.

Eletricista: Edelmar Moura.
Maquinista: Helio Martins.
Ajudante de maquinaria: Luiz C. Acosta.

Fotografia de cena: Erwin Rheinheimer.

ARTE
Guarda-roupa: Lia Elias.
Maquiagem: Marino Henrique.

MÚSICA
Seleção de músicas incidentais: Pedro Amaro.

Músicas (ordem de inserção, não creditadas):
• "Espero ser feliz" (música, letra: Teixeirinha; rancheira) por Teixeirinha (voz) [créditos iniciais] [LP: O Internacional, 1973; faixa A4]
• "Menino órfão" (música, letra: Teixeirinha; valsa canção) por Teixeirinha (voz, violão) [LP: O Gaúcho coração do Rio Grande – Vol.4, 1962; faixa B4]
• "Um Mundo de amor" (música, letra: Teixeirinha; milonga) por Teixeirinha (voz, violão) [LP: Lindo rancho / Casalzinho violento, 1975; faixa A2]
• "Porto do sol" (música: Mary Terezinha) por Mary Terezinha (acordeon) [LP: Mary Terezinha, 1973; faixa B3]
• "Tordilho negro" (música, letra: Teixeirinha; toada-canção) por Teixeirinha (voz, violão) [LP: Teixeirinha no cinema, 1966; faixa B6]
• "Vai cantador" (música, letra: Teixeirinha; toada-canção) por Teixeirinha (voz, violão) e Coro [LP: O Internacional, 1973; faixa A2]
• "Parabéns a você" ["Happy birthday to you"] (música, letra: Patty Hill, Mildred J. Hill; autoria disputada pelas irmãs; letra brasileira: Bertha Celeste) por elenco e Mary Terezinha (acordeon)
• "Orgulhoso" (Mario Zan, Nhô Pai; rasqueado) por Mary Terezinha (voz, acordeon) e Coro [LP: Mary Terezinha, 1975; faixa B2]
• "Olhar feiticeiro" (música, letra: Teixeirinha; rasqueado) por Teixeirinha (voz, violão) e Mary Terezinha (voz) [LP: Aliança de ouro, 1975; faixa A3]
• "Adeus Mariana" (música, letra: Pedro Raimundo; xote) por Pedro Raimundo (voz, acordeon) [lançado em dez 1943]
• "Marcha nupcial" ["Hochzeitsmarsch", IN: Ein Sommernachtstraum] (música: Felix Mendelssohn Bartholdy)
• "Lindo rancho" (música, letra: Teixeirinha; xote) por Teixeirinha (voz) e Coro [LP: Lindo rancho / Casalzinho violento, 1975; faixa A1]

FINALIZAÇÃO
Edição: Milton Barragan.

Ruídos: Orlando Silveira.
Mixagem: Julio Perez Caballar.

EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS
Película: Kodak Eastmancolor.
Laboratório de imagem: Revela S.A. Laboratório Cinematográfico (São Paulo).
Estúdio de som: Odil Fono Brasil (São Paulo).

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
Companhia produtora: Teixeirinha Produções (Porto Alegre).

AGRADECIMENTOS
Agradecimentos: Angenor Silva, Lauro Silveira, Hamilton Silveira, Eryton S. Aragão, Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores de Rio Pardo, 2º BPM Batalhão de Polícia Militar (Rio Pardo), CEEE Companhia Estadual de Energia Elétrica (Rio Pardo), Hotel Frantz (Pantano Grande), Presídio Central de Porto Alegre, Ao Belchior, Dr. Frederico Kiffer, Paróquia Nossa Senhora de Fátima, A Cambial, Mecânica Pavicar.

FILMAGENS
Brasil / RS, na Fazenda N. S. Conceição, de Lauro Silveira, em Pantano Grande, em Iruí, localizada a 26 km de Rio Pardo.
Período: durante 40 dias.

ASPECTOS TÉCNICOS
Duração: 1:50:57 (DVD)
Metragem: 3.125 metros
Número de rolos:
Som:
Imagem: cor
Proporção de tela: 1.33
Formato de captação: 35 mm
Formatos de exibição: 35 mm
Tiragem (DVD): AA001000.

DIVULGAÇÃO
Cartaz: 94,7 x 65,8. Desenho: Benicio. Impressão: Livraria do Globo (Porto Alegre). Exemplar com Edison Acri. Exemplar na Cinemateca Brasileira.
Release: Duas laudas com timbre de Teixeirinha Produções, com sinopse datilografada e assinada por Milton Barragan, datada: Porto Alegre, 24 jan 1977 (Acervo P. F. Gastal-Biblioteca Central PUCRS).

DISTRIBUIÇÃO
Distribuição: Teixeirinha Produções Artísticas
DVD: Distribuição: Fundação Teixeirinha DRS2687. Autoração: 14 nov 2012. Sem extras nem encarte. Produção: Teixeirinha Produções Artísticas. Recuperação: Fundação Vitor Mateus Teixeira. Patrocínio BR Petrobras. Lei de Incentivo à Cultura / Ministério da Cultura / Governo Federal; Fundação Teixeirinha. Capa: adaptação do cartaz original com desenho de Benicio.
DVD disponível no IECINE.
Contato: Fundação Vitor Mateus Teixeira.

OBSERVAÇÕES
Teixeirinha Produções: Rua Andrade Neves, 100, conj. 501-502.
Dos 12 filmes estrelados por Teixeirinha, apenas este e A Filha de Iemanjá (1981) não foram lançados comercialmente em VHS.
No elenco, Maria Isabel, viúva de José Mendes.
Negativos e/ou cópias: Cinemateca Brasileira.

Títulos alternativos: Em busca da justiça | Nas trilhas da justiça
Grafias alternativas: Julio Cabalar | Daniel Gris | Lya Elias | Jimmy Pippiolo | Toni Rabatoni | Avelino Rheinheimer | Vitor M. Teixeira | Victor Teixeira Fº | Mary Teresinha | Luiz C. Wichmann (cf. créditos)
Nomes completos: Maria Isabel de Deus
Grafias alternativas (funções): Maquilador | Sonoplastia

DISCOGRAFIA
Ver Discografias: Teixeirinha + Mary Terezinha.

BIBLIOGRAFIA
Guia de filmes. Rio de Janeiro, jan-dez 1978, p.28, ano XII, n.73-78.
ROSSINI, Miriam de Souza. Teixeirinha e o cinema gaúcho. Porto Alegre: FUMPROARTE-Secretaria Municipal da Cultura-Prefeitura de Porto Alegre, 1996. 238p. il.
LOPES, Israel. Teixeirinha – O gaúcho coração do Rio Grande. Porto Alegre: EST Edições-Fundação Vitor Mateus Teixeira, 2007. 215p. il.
FEIX, Daniel. Teixeirinha – Coração do Brasil. Porto Alegre: Diadorim Editora, 2019. 249p. il.

Noticiário:
Zero Hora, Porto Alegre, 30 abr 1977.
Correio do Povo, Porto Alegre, 24 maio 1977.
BECKER, Tuio. Teixeirinha e o precário cinema gaúcho. Filme Cultura, Rio de Janeiro, ago-out 1982, p.42-43, n.40.
Teixeirinha no Glória. Diário de Pernambuco, Recife, 24 out 1977, p.B-8 [BN, p.24], ano 152, n.288.

Exibições


• Pereira Barreto (SP), 8 abr 1977, sex

• Porto Alegre (RS), Victoria,
22-28 abr 1977, sex-qui
29 abr-5 maio 1977, sex-qui
6-12 maio 1977, sex-qui
13-19 maio 1977, sex-qui
20-26 maio 1977, sex-qui

• Porto Alegre (RS), Rosário,
22-28 abr 1977, sex-qui

• Porto Alegre (RS), Roma,
22-28 abr 1977, sex-qui

• Porto Alegre (RS), Miramar,
22-28 abr 1977, sex-qui

• Porto Alegre (RS), Talia,
22-28 abr 1977, sex-qui

• Pelotas (RS), Guarany, 29 abr 1977, sex
• Pelotas (RS), Fragata, 29 abr 1977, sex
• Pelotas (RS), Avenida, 29 abr 1977, sex

• Rio Grande (RS), Sete de Setembro, 29 abr 1977, sex

• Bagé (RS), Avenida, 29 abr 1977, sex

• Santa Maria (RS), Independência, 29 abr 1977, sex

• Caxias do Sul (RS), Cine Teatro Real,
13-19 maio 1977, sex, 20h15, sab, dom, 19h30, 21h30, seg-qui, 20h15
20-26 maio 1977, sex, 20h15, sab, dom, 19h30, 21h30 seg-qui, 20h15
27 maio-2 jun 1977, sex, 20h15, sab, dom, 19h30, 21h30 seg-qui, 20h15

• Recife (PE), Glória (Praça do Mercado), 9-13 nov 1977, qua-dom [mas não aparece em Cartaz do Dia]

• Caxias do Sul (RS), Cine Imperial, 27 jan-2 fev 1978, sex, 20h30, sab, dom, 20h, 22h, seg-qui, 20h30

• Recife (PE), Guararapes (Av. Dr. José Rufino, Areias), 2-8 out 1978, seg-dom, 18h30, 20h30

Como citar o Portal


Para citar o Portal do Cinema Gaúcho como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:
Na trilha da justiça. In: PORTAL do Cinema Gaúcho. Porto Alegre: Cinemateca Paulo Amorim, 2024. Disponível em: https://cinematecapauloamorim.com.br//portaldocinemagaucho/185/na-trilha-da-justica. Acesso em: 22 de fevereiro de 2024.