Inverno (1983)

Brasil (RS)
Longa-metragem | Ficção
Super-8, cor, 83 min

Direção: Carlos Gerbase.
Companhia produtora:

Primeira exibição: Gramado (RS), 7º Festival de Filme Super-8 de Gramado [21-26 mar]-Mostra Competitiva, categoria Enredo-ficção, Hotel Serrano, 24 mar 1983, qui, 15h

 

Inverno é considerado, por muitos artistas e pesquisadores, como o melhor momento da geração que impactou o audiovisual gaúcho na década de 1980, fazendo cinema em super-8. Premiado como melhor filme da mostra paralela dedicada a essa bitola, no Festival de Gramado de 1983, foi feito pela mesma equipe de realizadores responsáveis por Deu pra ti, anos 70 (G. Assis Brasil, N. Nadotti, 1981), Coisa na roda (W. Schünemann, 1982) e Verdes anos (C. Gerbase, G. Assis Brasil, 1984). Em comum, todos esses títulos podem ser vistos como retratos fiéis de um certo grupo de jovens, passando por momentos diferentes de aprendizado. Em Verdes anos, os personagens ainda estavam vivenciando o final do Ensino Médio, morando no interior; em Coisa na roda e Deu pra ti, o foco são os dias de faculdade, na capital; em Inverno, o principal desafio é pensar no que fazer, após a conclusão do Ensino Superior.

A trama acompanha um personagem sem nome, chamado apenas de herói no roteiro – escrito pelo diretor Carlos Gerbase a partir de um argumento de Nelson Nadotti. Trata-se de um rapaz de 24 anos, formado em jornalismo, que precisa trabalhar em uma imobiliária, já que não consegue arranjar trabalho em sua área. Ao longo de 12 dias de um rigoroso inverno porto-alegrense, o indivíduo deve lidar com uma série de questões, como as pressões familiares para a obtenção de melhores condições de vida, o relacionamento com uma namorada mais nova que rejeita o sexo, o convívio com amigos e colegas com os quais não tem muita identificação. Um aspecto diferente da narrativa é o seu apelo ao campo da imaginação, na medida em que o protagonista sonha, em determinados momentos, com situações que se passam apenas em sua cabeça. Através dessa concepção intimista, o herói compartilha com o público a sua chamada voz interior, detalhando pensamentos, preferências e opiniões que definem o seu mundo.

Essa estrutura mais complexa suscita dúvidas, visto que determinados acontecimentos que aparecem na tela – sobretudo os compartilhados com outros personagens – podem não ter efetivamente ocorrido. Um momento de destaque é o da recordação de um antigo amor do herói, vivido em Montevideo, também numa época de frio. Descrito com muita sensibilidade, esse enlace é muito diferente da relação do protagonista com Mariana, mais calcada em atitudes machistas, como a proibição do uso de certas roupas, por parte dele. Chamado de "lobo da estepe", o jovem transparece solidão e incerteza quanto ao futuro, razão pela qual o filme termina em aberto. A imprensa especializada foi praticamente unânime em aprovar o resultado final. Tuio Becker elogiou a fotografia de Roberto Henkim, enquanto Jaqueline Chala escreveu que sua sensação, após ver o filme, foi a de "flutuar no espaço" – já que sabia estar vivendo um momento único.

A capital dos gaúchos é uma personagem do filme, introduzida a partir da marcante sequência de abertura, que traz imagens do cotidiano acompanhadas pela composição "As Quatro estações", de Antonio Vivaldi. Porto Alegre é apresentada como uma cidade gelada e sombria, muito diferente da versão solar existente em outros registros. Também é uma cidade que não existe mais: locais como a livraria Kosmos, a loja King's Discos na Galeria Chaves ou os cinemas de rua fecharam.

Intérprete do personagem principal, Werner Schünemann declarou, em entrevista para Boca Migotto (para a tese de doutorado A Clube Silêncio e um certo cinema de Porto Alegre, 2021), que o grande diferencial desse tipo de trabalho foi a possibilidade de fazer um recorte temporal, não de uma geração inteira, mas de uma fatia. Na época, a cena cultural da capital vivia um período de grande fortalecimento, com vários grupos de teatro (Vem de-se Sonhos, Faltou o João) integrando-se ao time do super-8, num contexto de otimismo com a redemocratização do Brasil: "A gente se filmava exatamente da forma como a gente era. E a coisa toda estava fervendo. Tudo ao mesmo tempo, agora, acontecendo. E a gente descobrindo, intuitivamente, que havia um espaço vazio a ser preenchido. E nós queríamos fazer isso". Em Inverno, o ator não se importou em fazer uma cena de nu frontal, na saída do banho.

Críticos que faziam a cobertura cinematográfica no período aceitaram participar de uma rápida cena, como companheiros de trabalho do protagonista, na imobiliária. Genial e raro registro com a nata da crítica gaúcha: Goida [Hiron Cardoso Goidanich], P. F. Gastal [Paulo Fontoura Gastal], Ivo Stigger [Ivo Egon Stigger], Antonio Hohlfeldt, Luiz Carlos Merten, Hélio Nascimento, Luiz César Cozzatti e Tuio Becker.

As filmagens aconteceram em Porto Alegre, na praia de Nordeste (litoral norte gaúcho) e em Montevideo (Uruguay), durante quase três meses. Entre 1983 e 1985, o longa teve 76 projeções públicas para um total de 7.774 pessoas, alcançando grande êxito de bilheteria. Isso permitiu o pagamento de um bom cachê para toda a equipe, que começou a acreditar na possibilidade de viver profissionalmente de cinema. Esgotadas as possibilidades do super-8, em grande estilo, boa parte do grupo se uniria nos anos seguintes, para fundar a Casa de Cinema de Porto Alegre.

Sinopse


Sinopse curta:
Ele tem 24 anos, mora sozinho, é jornalista e trabalha numa imobiliária. Identifica-se com a cidade sombria onde vive, com seu apartamento cheio de discos e livros, com os filmes que assiste. Mas tem pouca coisa em comum com a namorada Mariana, os amigos, os pais, os colegas de trabalho. Não consegue e não se esforça para conciliar os diferentes mundos por onde transita. Mas esta situação não pode durar por muito tempo, e ele vai ser obrigado a dar uma resposta, ao final de doze dias de frio em Porto Alegre.

Sinopse desenvolvida:
Dia cinzento e escuro em Porto Alegre, ao ritmo de "As Quatro estações", de Antonio Vivaldi. O protagonista caminha sozinho pelas ruas do Centro, em um dia de tempo instável. Vestido com pesadas roupas de inverno, conversa consigo mesmo, com sua voz over: "As cores na vitrine da Falk's me feriam os olhos. Eu nunca seria capaz de gostar de alguém que usasse calça cor de rosa e casaco lilás. Os livros da Kosmos também me pareceram novos demais, com capas muito coloridas. Talvez porque eu estivesse pensando num Ulisses de capa marrom que eu tinha encomendado, e que ainda não chegou. Entrei na Galeria Chaves com a certeza de não comprar nada. A não ser que um disco novo do Pink Floyd aparecesse na King's. Como sempre, não tava lá. Recomeçou a chover, e o centro se encheu de guarda-chuvas e pessoas que caminhavam ao abrigo dos donos das lojas. O marrom persistiu como um cobertor de lã estendido sobre os edifícios. Escuro no boné do vendedor de revistas, discreto no granito molhado e castanho nos olhos e nos cabelos da guria descendo a Rua da Praia".

Na sua casa, há uma enorme coleção de pôsteres, livros e discos. Enquanto ele toma banho, uma vitrola produz bastante barulho em todo o apartamento. Sua vizinha aparece para pedir silêncio, e ele desliga o som. Depois, se imagina vestido todo de preto, tocando guitarra e fazendo o maior barulho. Após, o rapaz conversa com Mariana, sua namorada, através de um telefone público, o orelhão. O casal troca impressões sobre discos e acaba relaxando escutando rádio FM. Em uma noite, ocorre um encontro com Léo, um amigo dos tempos de faculdade. Ambos conversam em um bar sobre a situação atual: "Um bacharel em jornalismo lidando com síndico, imposto e aluguel", reflete sobre suas funções em uma imobiliária. Léo informa que os colegas não estão muito melhores: um voltou para o interior, enquanto outro quase pegou emprego num jornal da empresa, sem sucesso.

Morando sozinho em um prédio da São Carlos, o rapaz vai almoçar na casa dos pais, no dia seguinte. No almoço em família, a mãe comenta que fez a lasanha que o filho gosta. O pai (Francisco) pergunta como o garoto está se virando com o aluguel. Ele diz que só recebe no dia 10, enquanto o progenitor comenta que a conta costuma chegar no dia 5. Por ser fiador dele, o homem afirma que não irá responder por atrasos no pagamento. O rapaz afirma que, na imobiliária, ganha muito mais do que como repórter. Quando Francisco o questiona sobre o motivo da escolha da faculdade de jornalismo, então, a própria mãe responde: "porque ele quis". Francisco sugere outro curso, duvida que o filho esteja feliz. Enquanto os diálogos acontecem, ele se imagina comendo sozinho, em uma cozinha silenciosa.

O protagonista e sua namorada passam algum tempo juntos. Ele vai buscá-la, na saída da faculdade de Psicologia, na PUCRS. Ela se recusa a beijá-lo, pois está na frente de muita gente. Os dois têm uma pequena briga, motivada pelo fato dela acreditar em horóscopo.

Para o final de semana, a dupla viaja até a praia, ainda que o clima não colabore, por ser meio de inverno. Ambos não sabem bem o que fazer, e ficam olhando para a vizinhança, vazia. De noite, ambos leem, um do lado do outro, em uma cama. Mariana não gosta de O Caso Morel, de Rubem Fonseca, enquanto o parceiro parece entretido com Ulisses, de James Joyce. Apesar de certa insistência do herói, ela não cede aos seus impulsos sexuais, o que gera muitas reclamações por parte dele. Na manhã seguinte, ambos caminham pela orla deserta. A paisagem faz o rapaz lembrar do filme Interiores, de Woody Allen, mas a referência não é entendida pela parceira. Há novo desencontro: enquanto ele prefere andar com os olhos fechados na beira-mar, ela prefere mantê-los abertos.

É tempo de encontrar os "amigos", que comparam o protagonista a um lobo da estepe – título de um livro de Herman Hesse. Eles pedem para conhecer Mariana, mas a sugestão não é bem recebida. Enquanto as moças presentes na reunião comentam uma pesquisa sobre o comportamento sexual feminino – só 2% das mulheres teria orgasmo ao transar – o jovem jornalista se imagina fazendo sexo com uma delas. Na fantasia, a parceira (Cláudia) consegue gozar, "por dentro e por fora", ao passo que ele demonstra certa insegurança ao mencionar o tamanho de seu órgão genital. Horas depois, o mesmo grupo está reunido na rua, e se depara com a passagem de um indivíduo paralítico, que manca enquanto caminha acompanhado por outra pessoa. Todos se espantam com a cena, e Milton ainda brinca com a situação, aos gritos de "manco" e "perneta". Talvez tudo tenha sido imaginado, novamente.

Posteriormente, Marina comenta que se aproxima o aniversário de sua prima Cristina. Ela quer comparecer ao evento, ao lado do namorado. Mas ele diz que não se sente bem lá nem gosta daquelas pessoas, preferindo ir ao cinema. A moça reclama das várias proibições sugeridas pelo parceiro: não usar calças e camisetas tidas como sensuais, tampouco salto alto, menos ainda maquiagem. Não seria mais possível sequer prender o cabelo, pintar as unhas, correr no Parcão ou andar de barco – isso porque ele não sabe nadar. Diante de um relato tão contundente, o protagonista abraça a namorada e concorda em ir na tal festa. Segue-se uma grande confusão mental, através da qual o jornalista parece ir até o cinema, assistir O Arqueiro e a feiticeira, enquanto Mariana parece estar numa festa. É o momento de recordar um antigo amor: Isabel, uma moradora de Montevideo. O protagonista escreve uma carta de amor para ela e para a capital uruguaia, citando os bons momentos vividos juntos – tomando chocolate quente ou circulando na Av. 18 de Julio. O texto é escrito mentalmente, ao som de uma voz saudosa.

Retorno para a realidade. Um dia chuvoso, em Porto Alegre. O herói e Mariana saem para a rua juntos, com ela segurando um guarda-chuva. Num momento de desatenção, os dois quase são atropelados por um carro. Ele comenta que seria uma besteira morrer atropelado, em uma manhã de domingo. Começa novo diálogo compartilhado com o público. O protagonista afirma que ainda não leu o jornal, mas precisa separar o caderno de TV para a namorada – ela quer saber o final da novela. Ele prefere não saber, pois seria sem graça. O que ele sabe? Que o frio vem todos os anos. E que a cidade vai permanecer em seu lugar, concreta ou fantástica, na cabeça de cada um. Que a chuva vai durar o dia todo. E que ele vai entrar no apartamento, sem nada decidido. Talvez as cosias mudem. Mas não há pressa.

Ficha técnica


ELENCO
Werner Schünemann,
Luciene Adami (Mariana), Marta Biavaschi (Lúcia), Marco Sorio (Milton), Cleide Fayad (Cláudia), Luciana Tomasi (Isabel), Carlos Grübber (Júlio), Ivonete Pinto (Maria), Angel Palomero (Alexandre), Sérgio Horst (Leo), Biratã Vieira (Pai), Araci Esteves (Mãe), Marília Rossi (Guria da Rua da Praia), Angela Gonzaga (Vizinha), Rudi Lagemann (Homem da Siqueira Campos), Soraia Simaan (Mulher da Siqueira Campos), Max Souza (Rapaz na festa), Deborah Lacerda (Amiga de Cláudia), Alfredo Dillenburg (Chefe da imobiliária), Marione Reckziegel (Secretária), Alexandre Castro, Noca Burmeister, Pedro Girardello, Monica Schmiedt, Denise Coelho, Zé Weis, Andréa Gerbase, Mauro Fernandes, Silvana Sottomaior, Nereida Rodrigues, Marcos Breda, Sérgio Peti, Ana Logmann, Karine Adami, Heron Heinz, Teti Pons, José Alexandre Ayub, Fredy Sommer (Garçom na festa), Suzane Webber, Lale dos Santos.
[Participação especial]: Goida, P. F. Gastal, Ivo Stigger, Antonio Hohlfeldt, Luiz Carlos Merten, Hélio Nascimento, Luiz César Cozzatti, Tuio Becker (Colegas na imobiliária).

DIREÇÃO
Direção: Carlos Gerbase.
Assistência de direção: Giba Assis Brasil, Alex Sernambi.

ROTEIRO
Roteiro: Carlos Gerbase, baseado no seu conto "O Argonauta", a partir de ideia inicial de Nelson Nadotti.

PRODUÇÃO
Produção: Luciana Tomasi, Marta Biavaschi.

FOTOGRAFIA
Direção de fotografia e operação de câmera: Roberto Henkin.
Iluminação: Alex Sernambi, Carlos Grübber.

Fotografia de cena: Fernando Fefa.

ARTE
Cenografia e figurino: Marta Biavaschi, Luciana Tomasi.

MÚSICA
Músicas (ordem de inserção, não creditadas):
• "As Quatro estações. O Inverno" (música: Antonio Vivaldi) instrumental
• "A veces tú, a veces yo" (música, letra: Julio Iglesias) por Julio Iglesias
• "Mystery song" (Rick Parfitt, Bob Young) por Status Quo
• "Sunshine on my shoulders" (John Denver, Dick Kniss, Mike Taylor) por John Denver
• "Country honk" (Mick Jagger, Keith Richards) por The Rolling Stones
• "Woodhenge" (Mike Oldfield) por Mike Oldfield
• "All through the night" (Lou Reed, Don Cherry) por Lou Reed
• "Gimme shelter" (Mick Jagger, Keith Richards) por The Rolling Stones
• "Street hassle" (música, letra: Lou Reed) por Lou Reed
• "Help me make it through the night" (Kris Kristofferson) por Kris Kristofferson
• "Jardins da Babilônia" (Rita Lee, Lee Marcucci) por Rita Lee
• "Tubular bells" (Mike Oldfield) por Mike Oldfield
• "Angie" (Mick Jagger, Keith Richards) por The Rolling Stones
• "My house" (música, letra: Lou Reed) por Lou Reed
• "Echoes" (Roger Waters, Richard Wright, David Gilmour, Nick Mason) por Pink Floyd
• "As Quatro estações. O Inverno" [reprise]

ARQUIVO
Telenovela (na TV): Sétimo sentido (TV Globo, 1982).

Citações:
Músicos e capas de LPs: James Taylor, Carole King, Fagner, Elis Regina, Simone (Quatro paredes), The Beatles (Abbey Road; Let it be).
Escritores e livros: Rubem Fonseca (O Caso Morel), James Joyce (Ulisses), Hermann Hesse (Sidarta).
Filmes: Interiores (Interiors, Woody Allen, 1978, US), Reds (Warren Beatty, 1982, US-UK), Cidadão Kane (Citizen Kane, Orson Welles, 1941, US), Cidade das ilusões (Fat city, John Huston, 1972, US), Annie Hall (Woody Allen, 1977, US), A Filha da minha mulher (Beau-père, Bertrand Blier, 1981, FR).

FINALIZAÇÃO
Montagem: Giba Assis Brasil.
Créditos: Anibal Bendati.
Técnico de som: Ubirajara Ferreira.

EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS
Montado entre novembro-dezembro 1982.
Estúdio de som: Famecos PUCRS (Porto Alegre), em janeiro-fevereiro 1983.
Assistência técnica: Otofenic (R. Uruguai, 35 / 629).

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
Colaboração: A Brasileira.

AGRADECIMENTOS
Agradecimentos: Consulado Geral do Uruguai, Famecos PUCRS, Cine Bristol, Cine Victoria, Z Propaganda, King's Discos, Falk's, Livraria Kosmos, Bar Ocidente, Nina Coitinho, Ria Sommer, Mercedes Assis Brasil, Léa Gerbase, Alpheu Godinho, Marcia Cirne, Lace Cirne, Leonel Machado, Dirce Schoor, Lourdes Heinz, Luciano Bianchi, Luis Felipe Tondo, Gilberto Assis Brasil, Walderez Haussen, Rubens Rosenhen, Telmo Vecchi, Silvana Almeida, Sergio Lerrer, Fonso Braz, Magda Biavaschi, Tonho Gerbase, Luis Gerbase, Edgardo de Marco, Hector Cabral, Irajá Lemos, Mary Mezzari, J. C. Lima.

FILMAGENS
Brasil / RS, em
Porto Alegre, em lugares como: Cais do Porto, muro da Mauá, Rua dos Andradas, loja Falk's, Livraria Kosmos, Galeria Chaves, King's Discos, Praça Dom Feliciano, Bar Ocidente, Cine Bristol na Av. Oswaldo Aranha, Praça Júlio de Castilhos, Cine Victoria, PUCRS;
praia de Nordeste;
Uruguay, em Montevideo, um dia de filmagem.
Período: 26 de julho a 20 de outubro de 1982.

ASPECTOS TÉCNICOS
Duração: 83 min
Metragem:
Número de rolos:
Som: Som magnético mono
Imagem: cor
Proporção de tela: 1.33
Formato de captação: Super-8
Formatos de exibição: Super-8

DIVULGAÇÃO
Programa e cartaz: Ferré, Roberto Silva.
Material gráfico: Sérgio Osvaldo Silva. Composer: Multieditora.

PREMIAÇÃO
• 7º Festival de Filme Super-8 de Gramado 1983: melhor filme.

DISTRIBUIÇÃO
VHS: Distribuição: Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia-Secretaria Municipal da Cultura-Prefeitura de Porto Alegre, 2003, Coleção Cinemateca RS, [v.4].
Contato: Prana Filmes.

OBSERVAÇÕES
As informações são do Programa (4p.) distribuído nas sessões.
No elenco, integrantes do Grupo Ven de-se Sonhos: Marta Biavaschi, Marco Sorio, Cleide Fayad, Angel Palomero, Xala Felippi (como Empregada, cortada na montagem final). E do Grupo Faltou o João: Werner Schünemann, Carlos Grübber, Ivonete Pinto, Rudi Lagemann, Monica Schmiedt, Denise Coelho.
APTC ao vivo #08: Inverno, com Carlos Gerbase, Giba Assis Brasil, Luciene Adami, Mariani Ferreira; mediação: Giordano Gio, em 3 jul 2020, sex, 19h-21h

Grafias alternativas: Marco Breda | Noca Fuhrmeister | Heron Hugo Heinz | Rudi Lagamann | Luis Carlos Merten | Fernando Rocha [Fefa] | Neireida Rodrigues | Suzi da Silva | Marco Antônio Sorio (cf. Programa) | Cine Vitória

BIBLIOGRAFIA
Cinema gaúcho – Anos 80. Porto Alegre: Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do Estado do Rio Grande do Sul-APTC-RS, 1985. 34p. il. (p.10)
Cinema gaúcho – Anos 80: um olhar sobre a década. Porto Alegre: Secretaria Municipal da Cultura, Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do Estado do Rio Grande do Sul-APTC-ABD-RS, 1991. 28p. il.
CHALA, Jaqueline. Inverno (1983) – Memórias daqueles jovens velhos tempos. In: FEIX, Daniel; LUNARDELLI, Fatimarlei; PINTO, Ivonete; KANITZ, Mônica; VALLES, Rafael (org). 50 olhares da crítica sobre o cinema gaúcho. Porto Alegre: ACCIRS Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, Opinião Produtora, Diadorim Editora, JBL Harman, Pró-cultura / Secretaria de Estado da Cultura / Governo do Rio Grande do Sul, 2022. 226p. il., p.41-44.

Exibições


• Gramado (RS), 7º Festival de Filme Super-8 de Gramado [21-26 mar]-Mostra Competitiva, categoria Enredo-ficção, Hotel Serrano, 24 mar 1983, qui, 15h

• Porto Alegre (RS), Clube de Cultura (Ramiro Barcelos, 1.853), 19-22 maio 1983, qui-dom, 21h

• Caxias do Sul (RS), Clube Juvenil, 20 nov 1983, dom, 18h

• Caxias do Sul (RS), Teatro Municipal da Casa da Cultura, 16 ago 1984, qui, 19h30

• Porto Alegre (RS), Retrospectiva cinema gaúcho [16 set-6 out], Cinemateca Paulo Amorim-[Sala Paulo Amorim], 28 set 1985, sab, 19h, 21h (+ Interlúdio + Malasuerte)


• Porto Alegre (RS), Sala P. F. Gastal, 2 out 2003, qui, 19h (lançamento em VHS)

• Porto Alegre (RS), Mostra O essencial de Gerbase [27 maio-2 jun], Cine Santander Cultural, 30 maio 2004, dom, 19h (comentada com diretor)

• Porto Alegre (RS), Mostra Especial Porto Alegre em quadro [25 nov-2 dez], Cine Santander Cultural, 26, 29, 30 nov 2006, dom, 17h, qua, 19h, qui, 15h

Como citar o Portal


Para citar o Portal do Cinema Gaúcho como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:
Inverno. In: PORTAL do Cinema Gaúcho. Porto Alegre: Cinemateca Paulo Amorim, 2024. Disponível em: https://cinematecapauloamorim.com.br//portaldocinemagaucho/214/inverno. Acesso em: 19 de julho de 2024.