Luna caliente (2003)

Brasil (RS-RJ)
Longa-metragem | Ficção | Telefilme
Betacam, cor, 103 min

Direção: Jorge Furtado.
Companhia produtora: Casa de Cinema de Porto Alegre; Central Globo de Produção

Primeira exibição: TV Globo, Festival Nacional [7, 9, 10 out], 10 out 2003, sex, 23h30-1h35
 

Desde a publicação de Luna caliente no México em 1983, onde seu autor argentino Mempo Giardinelli vivia em exílio, este romance teve uma adaptação cinematográfica por década. Entre a primeira, argentina, e a terceira, espanhola, tem-se a versão brasileira dirigida por Jorge Furtado. Em português é traduzido por Sergio Faraco e lançado na coleção Olho da Rua da gaúcha L&PM em 1985 e em sucessivas edições.
O filme Luna caliente brasileiro é na verdade a versão telefilme da minissérie Luna caliente, de Jorge Furtado, exibida em 3 capítulos (3 x 53 min), TV Globo, 15-17 dez 1999, qua-sex, 23h. Por questões estratégicas da emissora e por problemas com a censura, a versão telefilme ficou engavetada quatro anos até a estreia. Luna caliente foi filmada em película. Fazia parte do projeto da Rede Globo de integrar cinema e televisão.
No romance, a trama se passa na Argentina, em 1974, e a adolescente tem apenas 13 anos. A história foi transportada para o interior do sul do Brasil, em janeiro de 1970, época da ditadura militar.
Equipe com 68 pessoas em média por dia, sendo que na cena da morte de Bráulio (Tonico Pereira) foram 143 profissionais envolvidos, entre equipe de resgate, dublês e efeitos especiais.
As outras versões são: Luna caliente (Roberto Denis, 1985, AR) e Luna caliente (Vicente Aranda, 2009, ES).

Sinopse


Rio Grande do Sul. Verão de 1970. Ramiro, advogado e professor universitário de 40 anos, está de volta ao país depois de oito anos de exílio na França. Recém-separado de Dora e filho de Dona Maria, Ramiro faz uma visita à fazenda de amigos de seu falecido pai, Bráulio e Carmem, onde reencontra a bela filha caçula do casal, Elisa, de 16 anos. A moça vira sua vida pelo avesso. Naquela noite, depois do jantar, Ramiro se deixa seduzir pela menina que, anos atrás, não passava de uma criança. Pernoita na casa e, durante a madrugada, invade o quarto dela. Elisa grita, tenta se desvencilhar do estupro, mas acaba sufocada, até morrer. Durante a fuga, Ramiro encontra no caminho o pai de Elisa, bêbado. Achando que ele sabe da morte da filha, decide eliminá-lo, jogando seu carro de uma ponte. Desarvorado, Ramiro nem faz ideia do que ainda vai enfrentar pela frente. Horas depois de matar Bráulio, descobre o tamanho de seu erro. Elisa não morreu. Pelo contrário: mostra-se apaixonada.

Ficha técnica


ELENCO
Paulo Betti (Ramiro),
Ana Paula Tabalipa (Elisa), Chico Diaz (Gomulka),
Tonico Pereira (Bráulio Tennenbaum), Walderez de Barros (Carmen),
Vanda Lacerda (Maria), Bruno Garcia (Braulito),
Nelson Diniz (Detetive Gamboa),
Tiago Real (Policial Oliveira), Zé Victor Castiel (Homem do guincho), Zé Adão Barbosa (Homem do guincho), Sérgio Lulkin (Preso), Júlio Andrade (Tenente), Lisa Becker (Recepcionista do hotel), Néstor Monasterio (Policial estrangeiro).
Participação especial: Paulo José (Delegado Monteiro), Fernanda Torres (Dora).
Agradecimento: Leverdógil de Freitas (Caminhoneiro).

DIREÇÃO:
Direção geral: Jorge Furtado.
Núcleo: Guel Arraes.
Primeira assistência de direção: Ana Luiza Azevedo.
Segunda assistência de direção: Daniel Merel.
Continuidade: Fernanda Borges.

ROTEIRO
Baseado no romance de Mempo Giardinelli.
Roteiro: Jorge Furtado, Carlos Gerbase, Giba Assis Brasil.

PRODUÇÃO
Gerência de produção: Nora Goulart.
Direção de produção: Eduardo Figueira.
Coordenação de produção: Marco Bajotto, Luciana Tomasi.
Produção de elenco: Cynthia Caprara.
Produção de engenharia: Celso Araújo.

FOTOGRAFIA
Direção de fotografia: José Tadeu Ribeiro.
Operação de câmera: Alex Sernambi, Paulo Violeta.

ARTE
Cenografia: Fiapo Barth.
Produção de arte: Pierre Rosa.

Efeitos visuais: Capi Ramazzina.
Efeitos especiais: James Rothman, Federico Farfan, Claudio Santos.

Figurino: Rosângela Cortinhas.

Caracterização: Luiz Carlos Jamonot.

MÚSICA
Direção musical: Mariozinho Rocha.
Trilha sonora: Roger Henri.

FINALIZAÇÃO
Edição: Paulo H. Farias.
Sonoplastia: Octavio Lacerda, Simone Petrillo, Alexandre Reis.
Direção de pós-produção: José Carlos Pieri.

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
Companhia produtora: Casa de Cinema de Porto Alegre (Porto Alegre).
Realização: Central Globo de Produção (Rio de Janeiro).

FILMAGENS
Brasil / RS, em Rio Pardo; em São Lourenço do Sul; em locações como estradas e plantações perto de Santa Cruz do Sul.
Período: 17 de agosto a 30 de setembro de 1998.

ASPECTOS TÉCNICOS
Duração:
Som: som magnético estéreo
Imagem: cor
Proporção de tela: 1.33
Formato de captação: 35 mm
Formato de exibição: Betacam

DISTRIBUIÇÃO
Classificação indicativa: 14 anos.
Contato: Casa de Cinema de Porto Alegre.

OBSERVAÇÕES
Complementação aos créditos, sinopse e informações gerais: teledramaturgia.com.br, de Nilson Xavier + www.casacinepoa.com.br.
Os nomes dos personagens não estão creditados.
Ana Luiza Azevedo e Daniel Merel estão creditados como assistência de produção.

Grafias alternativas: Zé Vitor Castriel | Daniel Merrel | Jamonot Arbello | Marco Baioto | Pierre Olivé (cf. créditos) | Luiz Carlos Jamonot Arbelo [nome completo]
Grafias alternativas (funções): Apresentação [= Caracterização ou maquiagem]

BIBLIOGRAFIA
GIARDINELLI, Mempo. Luna caliente. Porto Alegre: L&PM, 1985. (Coleção Olho da Rua) Tradução: Sergio Faraco.

Exibições


• TV Globo, Festival Nacional [7, 9, 10 out], 10 out 2003, sex, 23h30-1h35
[os outros filmes do Festival Nacional são: Eu tu eles (Andrucha Waddington, 2000, BR) em 7 out, ter; e Amores possíveis (Sandra Werneck, 2001, BR), em 9 out, qui]

Como citar o Portal


Para citar o Portal do Cinema Gaúcho como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:
Luna caliente. In: PORTAL do Cinema Gaúcho. Porto Alegre: Cinemateca Paulo Amorim, 2024. Disponível em: https://cinematecapauloamorim.com.br//portaldocinemagaucho/275/luna-caliente. Acesso em: 23 de fevereiro de 2024.