Jango em 3 atos (2008)

Brasil (DF)
Longa-metragem | Não ficção | Telefilme
cor, 116 min

Direção: Deraldo Goulart.
Companhia produtora: TV Senado

Primeira exibição: Porto Alegre (RS), Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, 7 out 2008, ter, 19h (pré-estreia)

 

O documentarista da TV Senado Deraldo Goulart realizou Jango em 3 atos após dirigir o média O Tempo de Erico (2005, 57 min) sobre E. Verissimo, e antes de lançar Getúlio do Brasil (codireção: C. Sant'Anna, 2014). Produzido pela emissora legislativa com apoio do Instituto João Goulart, o longa-metragem registra momentos da vida do político, seu governo federal entre 1961 e 1964, o golpe civil-militar que o demoveu do poder, a instauração do regime militar ditatorial e o exílio do ex-presidente Jango no Uruguay. O documentário aborda a espionagem e a perseguição aos dissidentes da ditadura, bem como o mistério envolvendo a morte de Jango, ocorrida na Argentina em 6 de dezembro de 1976. Oficialmente, a causa da morte do ex-presidente foi um ataque cardíaco. No entanto, segundo Mario Neira Barreiro, ex-agente do serviço secreto uruguaio preso desde 2003 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, no Rio Grande do Sul, Jango teria sido morto a pedido do governo brasileiro.

O longa de Deraldo Goulart dialoga diretamente com o documentário Jango (S. Tendler, 1984) e serve de referência para Dossiê Jango (P. H. Fontenelle, 2013), que também entrevistou Neira Barreiro. Gaúcho de Estrela, Deraldo é formado em Jornalismo pela UNISINOS Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Foi repórter da RBS TV no Rio Grande do Sul e da sucursal desta emissora em Brasília. Fez especialização em cinema na Escola Internacional de Cine e TV de San Antonio de los Baños, em Cuba, e obteve o segundo lugar no Festival Internacional de Filmes Militares da Itália com a série Os Fortes do Brasil. Outro telefilme da TV Senado relacionado ao Rio Grande do Sul é Missões jesuíticas – Os guerreiros da fé (codireção: C. Sant'Anna, 2005).

Depois da estreia em Porto Alegre, Jango em 3 atos foi lançado em Brasília em sessão para convidados no auditório Antonio Carlos Magalhães, do Interlegis, após uma audiência pública presidida pelo então presidente da CDH Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, senador Paulo Paim (PT-RS). Participaram da cerimônia o diretor do filme, a então diretora da TV Senado, Virgínia Malheiros Galvez, e o presidente do Instituto João Goulart, João Vicente Fontella Goulart, filho de Jango. Na plateia, também estavam o embaixador do Uruguay, Carlos Daniel Amorín Tenconi, o ex-chefe do cerimonial do governo Jango, Flávio Mendes de Oliveira Castro, e o deputado federal Carlito Brizola (PDT-RJ), neto de Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e cunhado de Jango que liderou a campanha pela Legalidade, movimento político-militar que garantiu a posse de Jango na Presidência do Brasil depois da renúncia de Jânio Quadros, em 1961.

Posteriormente, Jango em 3 atos foi exibido no Uruguay e em Cuba. Com 120 minutos de duração, o documentário é resultado de dois anos de pesquisa e filmagens. Por sua longa duração, a narrativa foi exibida pela TV Senado em duas partes. Na eclética e gigantesca trilha sonora constam músicas, entre outros, de Elis Regina, Renato Borghetti, Yamandu Costa, Vitor Ramil, Raul Seixas, Os Mutantes, The Beatles, The Rolling Stones, Geraldo Vandré, Astor Piazzolla, Roberto Carlos, The Mamas & the Papas, Pink Floyd, The Doors, Deep Purple, Batucada Fantástica, Batuque de Cordas ou da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte. Em 2009 foi escolhido como o melhor documentário no 26° Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Rio Grande do Sul.

Documentários longos sobre Jango são:
Jango (Silvio Tendler, 1984);
Jango em 3 atos (Deraldo Goulart, 2008);
Dossiê Jango (Paulo Henrique Fontenelle, 2012).

Sinopse


Parentes e amigos de João Goulart, como a irmã, Yolanda Goulart, e os amigos Deoclécio Barros Motta e Leonel Brizola contam detalhes da família e da infância de Jango, incluindo as relações dos Goulart com Getúlio Vargas. Com Vargas na Presidência da República, sobretudo sob o Estado Novo, um regime ditatorial acompanhando as movimentações fascistas europeias, surge a oposição ao comunismo defendido por Luis Carlos Prestes e Olga Benário. Após 15 anos no poder, Getúlio renúncia à Presidência e volta ao Rio Grande do Sul, reforçando a amizade com Jango, que dá início à carreira política no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Getúlio atua como senador entre 1946 e 1951 e torna-se novamente presidente da República de 1951 a 1954. Ele dá início a uma aproximação aos trabalhadores, que buscavam melhoria salarial. Jango, eleito deputado federal, foi convidado a assumir a Secretaria de Justiça do Rio Grande do Sul, mas logo se torna Ministro do Trabalho de Getúlio, tendo a simpatia dos setores sindicais. Ele propõe um aumento de 100% do salário mínino. Com isso, 82 militares de alto escalão assinam um memorial contra o aumento, fato que afasta Jango do cargo. Jango ganha um grande opositor: Carlos Lacerda, dono da Tribuna da Imprensa, que sofre um atentado a tiros no Rio de Janeiro, no qual morre o major Rubens Vaz, da Aeronáutica. Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio, é apontado como mandante do crime. Forçado a renunciar, Getúlio comete o suicídio. Em 1955, Juscelino Kubistchek e Jango são eleitos presidente e vice, respectivamente, implantando o plano de metas "50 anos em 5". Em 1960, Brasília é inaugurada com a instalação do Congresso Nacional. Jânio Quadros é eleito presidente e Jango, vice. Após sete meses, Jânio renuncia ao cargo enquanto Jango faz uma visita oficial ao Oriente, incluindo China e União Soviética. Na ausência de Jango, Ranieri Mazzili assume como presidente interino do Brasil ao mesmo tempo em que Jango é impedido de retornar ao país sob ameaça de prisão. Brizola encampa a Cadeia da Legalidade, integrada por emissoras de rádio da Região Sul. O Palácio Piratini é ameaçado de bombardeio por militares de Brasília. O Congresso Nacional aprova um regime parlamentarista. Jango volta ao Brasil em 1º de setembro de 1961 e assume seis dias depois como presidente com poderes limitados e com Tancredo Neves como primeiro-ministro. Jango trabalha pelas reformas de base no intuito de promover a democratização do uso da terra, o voto dos analfabetos, o regramento dos aluguéis e do salário-mínimo. Além disso, estabelece uma diplomacia de não alinhamento automático aos Estados Unidos em plena Guerra Fria, inclusive se opondo à intervenção do país do Norte em Cuba. A volta ao presidencialismo estimula uma disputa de governadores pela Presidência, a organização do movimento estudantil e a agitação na cúpula militar. A desapropriação de companhias estrangeiras, a dívida externa e a falta de verba tanto para a realização da reforma agrária quanto para o pagamento de trabalhadores acirravam os ânimos. Carlos Lacerda, governador da Guanabara, e Adhemar de Barros, governador de São Paulo, ambos com livre acesso à Casa Branca, em Washington, faziam oposição a Jango com apoio dos maiores jornais brasileiros, como O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo. Jango reforça o financiamento em educação, institui a Superintendência da Política Agrária, cria a Eletrobrás e a Embratel, regulamenta a remessa de lucro das empresas estrangeiras ao exterior e desapropria terras improdutivas. No Rio de Janeiro, em uma sexta-feira, 13 de março de 1964, Jango faz o Comício da Central do Brasil defendendo as reformas de base para um público de 200 mil pessoas. No dia 19, em São Paulo, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade se coloca como uma resposta ao comício do presidente, reunindo 300 mil pessoas. A iniciativa repetiu-se em outras capitais, incluindo o Rio de Janeiro, reunindo um milhão de pessoas em 2 de abril de 1964. Antes, em 30 de março, Jango havia sido homenageado pela Associação dos Sargentos e Sub-oficiais da Polícia Militar dizendo que não permitiria subversão contra a ordem no Brasil. O movimento da cúpula militar para derrubar Jango se fortificava. Na madrugada de 31 de março de 1964, tropas do General Olímpio Mourão Filho partem de Minas Gerais e avançam sobre a Guanabara. Do Rio, Jango parte para Brasília e, depois, para Porto Alegre. Em 1º de abril, com a presidência da República declarada vaga pelo então presidente do Congresso Nacional, Auro de Moura Andrade, enquanto Jango ainda encontrava-se no Brasil, uma junta militar composta pelo tenente-brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo, pelo general Artur da Costa e Silva e pelo almirante Augusto Rademaker declara Ranieri Mazzili presidente interino do Brasil. Da capital gaúcha, Jango segue para São Borja, na fronteira oeste do estado. Em 4 de abril, Jango parte para o exílio. A ala liderada pelo general Castello Branco passa a comandar o país. O Ato Institucional nº 1 (AI-1), anunciado em 9 de abril de 1964, dá início às primeiras cassações e ações repressivas, que seriam reforçadas com o passar dos anos. Surge a era dos candidatos únicos à Presidência, sendo todos militares: Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo. A ditadura militar recrudesce com o Ato Institucional nº 5 (AI-5), instaurado em dezembro de 1968. Com ele, foi decretado o recesso do Congresso Nacional, permitindo ao Executivo legislar em todas as matérias. Além disso, foi declarada a suspensão dos direitos políticos (proibindo-se reuniões ou manifestações) e da garantia de habeas corpus nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional e a ordem econômica e social. O Ato nº 5 tolheu ainda mais um segmento da população que se movimentava contra a ditadura, tentando calar definitivamente os sujeitos mais ativos na resistência aos militares. Após o AI-5, as prisões arbitrárias, a tortura e os desaparecimentos se consolidaram como políticas de Estado avalizadas pela cúpula em Brasília e praticadas pelos aparelhos de repressão espalhados pelo país, como o DOI-CODI Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa Interna e o DOPS Departamento de Ordem Política e Social. Do lado oposto, movimentos guerrilheiros atuam nas zonas urbanas e rurais, sendo a Guerrilha do Araguaia a mais conhecida no interior e o líder Carlos Marighella o mais importante nome da resistência contra os militares brasileiros nas capitais. A Ordem dos Padres Domenicanos ajudava os perseguidos. O assassinato do estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto por policiais militares que invadiram o restaurante Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, em 28 de março de 1968, durante uma manifestação estudantil, estimulou uma reação à ditadura. No Uruguay, Jango seguia exilado e sob a vigilância da ditadura. Com a instauração da ditadura no país vizinho, a família seguiu para a Argentina em 1973, quando Juan Domingo Perón é eleito presidente, porém sua morte abre caminho à via militar. João Goulart morre em Mercedes, na Argentina, em 6 de dezembro de 1976. O corpo retornou ao Brasil somente 12 anos depois. Preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, a 50 quilômetros de Porto Alegre, o ex-agente do serviço secreto uruguaio, Mario Neira Barreiro, revela que ajudou a tirar a vida de Jango envenenando-o com um falso medicamento em ação articulada pela Operação Escorpião sob mando do delegado Sérgio Paranhos Fleury, do DOPS.

Ficha técnica


IDENTIDADES
Ordem de identificação: Yolanda Goulart (irmã de Jango), Deoclécio Motta (amigo de infância e procurador de Jango), Jorge Fontoura (oficial de gabinete da Casa Civil em 1964), Célio Borja (secretário de Governo da Guanabara em 1964), Hélio Fernandes (jornalista), Hércules Correa dos Reis (secretário-geral do CGT), João Pinheiro Neto (presidente da Superintendência da Reforma Agrária), Villas-Bôas Corrêa (jornalista), Rafael Martinelli (presidente Federação Nacional dos Ferroviários em 1964), senador Pedro Simon (deputado estadual pelo PTB-RS em 1964), Maria Thereza Goulart (esposa de Jango), Armando de Monteiro Filho (ministro da Agricultura no governo Jango), Carlos Bastos (jornalista da rede da Legalidade), coronel Hélio Lourenço Ceratti (cadete da ECEME em 1964), Hélio Jaguaribe (cientista político), Almino Afonso (ministro do Trabalho no governo em 1964), dr. Wilson Fadul (ministro da Saúde em 1964), Paulo Mello Bastos (comandante da Aviação Comercial), Flávio Mendes Castro (chefe do cerimonial da presidência da República em 1964), Luiz Carlos Barreto (repórter e fotógrafo em 1964), Waldir Pires (consultor-geral da República em 1964), Paulo Roberto Baeta Neves (assessor da Casa Civil em 1964), Assis Lemos (deputado estadual pelo PTB-PB em 1964), Clodesmidt Riani (presidente CNTI em 1964, deputado estadual PTB-MG), João Vicente Goulart (filho de Jango), Carlos Fico (professor de História da UFRJ), Artur da Távola (deputado estadual pelo PTB-GB em 1964), tenente coronel Ernane de Azambuja (ajudante de ordens de Jango), tenente coronel Mauro Costa Rodrigues (cadete da ECEME em 1964), Luís Raul Machado (líder estudantil da AMES em 1964), frei Carlos Josaphat (Ordem dos Dominicanos), senador Arthur Virgílio Neto (filho do senador Arthur Virgílio, Líder do governo Jango), Silvio Tendler (cineasta, diretor do filme Jango), Ilda Soares de Castro (secretária do Colégio Marista de Uruguaiana), Wilson Mirza (advogado de Jango em 1964), Rui Moreira Lima (comandante da Base Aérea de Santa Cruz em 1964), Ubirajara Brito (físico nuclear, exilado político), Denize Goulart (filha de Jango), Lilián Celiberti (dirigente estudantil do magistério uruguaio em 1968; em espanhol), Aldo Rebelo (líder estudantil na década de 1970), Jarbas Passarinho (chefe do Estado-Maior da Amazônia em 1964), deputado José Genoíno (militante da guerrilha do Araguaia em 1972), Luiz Hildebrando (professor da USP em 1964), Zezinho do Araguaia (militante da guerrilha do Araguaia), Jair Krischke (Movimento de Justiça e Direitos Humanos), Roger Rodríguez (jornalista; em espanhol), Nilson Mariano (jornalista, autor do livro Operação Condor), Carlos Julio Pereyra (deputado na Câmara dos Representantes em 1964; em espanhol), Tarso Genro (exilado político), Wildemar Brutti (trabalhador da Fazenda El Rincón; em espanhol), Fabiola Letelier Del Sol (advogada, militante dos Direitos Humanos do Chile; em espanhol), Claudio Bonadio (juiz federal na Argentina; em espanhol), Christopher Goulart (neto de Jango), Rafael Micheline (senador da República do Uruguay em 2008; em espanhol), Mario Neyra Barreto (ex-agente do Serviço Secreto Uruguaio; em espanhol), Amandio Moraes do Amaral (militante do Partido Comunista Brasileiro, 1964), Júlio Vieira (capataz da Fazenda La Villa, Argentina), Andrei Sposito (professor de Medicina da UnB e cardiologista).
Arquivo: Leonel Brizola (deputado federal PTB-RS em 1964; gravado em março de 2004), Getúlio Vargas, João Goulart 'Jango', Edson Arantes do Nascimento 'Pelé', Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, John Kennedy, Santiago Dantas (ministro da Fazenda do governo Jango), Carlos Lacerda, Adhemar de Barros (governador SP em 1964).
Narração: Deraldo Goulart.

DIREÇÃO
Direção: Deraldo Goulart.
Assistência de direção: Cristina Monteiro.
Entrevistas: Deraldo Goulart; Armando Rollemberg (Maria Thereza Goulart), Chico Sant'Anna (Leonel de Moura Brizola).

ROTEIRO
Roteiro: Deraldo Goulart.
Pesquisa: Deraldo Goulart.

PRODUÇÃO
Produção: Alisson Machado, Bruno de Castro, Cristina Monteiro, Danielle Araújo, Deraldo Goulart, Valeria de Castro Fonseca.

FOTOGRAFIA
Direção de fotografia: Marcos Feijó, Tony Brown.
Iluminação: Elder Júnior.
Operação de câmera: André Rodrigo, Elder Miranda, Ricardo da Silva, Rogério Alves.
Auxiliares: Fábio Varela, Lauro Sobrinho, Lucian Alves, Sérgio Rocha Pereira, Wesley Oliveira, Carlos Silva, Igor Moreira, Eustáquio Júnior.

MÚSICA
Músicas:
• "Tema para Elza" (Assis Medeiros) por Assis Medeiros
• "Música vista do céu" (Angelo Primon) por Angelo Primon
• "Nada de choro" (Mauricio Horn) por Mauricio Horn
• "Ocaso" (Eugenio Matos) por Eugenio Matos
• "Com o pé na estrada" (Jorge Brasil) por Mandrágora
• "Ana Terra" (Yamandu Costa) por Yamandu Costa
• "Satolep" (Vitor Ramil) por Vitor Ramil
• "Panis et circenses" (Gilberto Gil, Caetano Veloso) por Os Mutantes
• "Help!" (John Lennon, Paul McCartney) por The Beatles
• "Valsa para Diogo" (João Paulo Amaral) por Trio Carapiá
• "Virado à paulista" (João Paulo Amaral) por Trio Carapiá
• "Pra não dizer que não falei das flores" (música, letra: Geraldo Vandré) por Geraldo Vandré
• "Within you without you" (George Harrison) por The Beatles
• "Die Walküre" (Richard Wagner)
• "Caraça" (Jan Guest) por Taluá
• "Rotação" (Eugenio Matos) por Eugenio Matos
• "Main theme" (música: John Williams)
• "Gladiator theme" (Hans Zimmer, Lisa Gerrard, Klaus Badelt)
• "The Fellowship" (Howard Share)
• "Hym to the follow" (John Williams)
• "Albatroz" (Jorge Brasil) por Mandrágora
• "Pagode do veio" (Messias da Viola) por Trio Carapiá
• "End tiles" (James Horner)
• "Baionga" (Yamandu Costa) por Yamandu Costa
• "Espiral" (Daniel Sarkis, Jorge Brasil) por Mandrágora
• "Requiem" (música: Wolfgang Amadeus Mozart)
• "Quando" (Roberto Carlos) por Roberto Carlos
• "Aos mestres com desrespeito" (Alberto da Cunha Melo, Toninho Arcoverde, Publius) por Toninho Arcoverde
• "O Rico e o cobre" (Publius) por Toninho Arcoverde
• "Transformou-se em espinho" (Lula Calixto, Toninho Arcoverde) por Toninho Arcoverde
• "Muiraubi" (Toninho Arcoverde) por Toninho Arcoverde
• "Disparada" (Theo de Barros, Geraldo Vandré) por Talua
• "Os Trapalhões" (José Menezes) por Talua
• "Vento corredor" (Tiné, Caçapa) por Tiné
• "O Semáforo, o destino e a poltrona" (Ricardo Botter Maio) por Ricardo Botter Maio
• "She loves you" (John Lennon, Paul McCartney) por The Beatles
• "Make this go on forever" (Light Body, Conolly, Simpson, Quinn, Wilson) por Snow Patrol
• "Adeus Mariana" (Pedro Raimundo; xote) por Sérgio Reis
• "Cité tango" (Astor Piazzolla) por Astor Piazzolla
• "Ando meio desligado" (Arnaldo Baptista, Rita Lee, Sergio Dias) por Os Mutantes
• "Sociedade alternativa" (Raul Seixas, Paulo Coelho) por Raul Seixas
• "Cais" (Magda Pucci, Ramiro Marques) por Mawaca
• "Congo" (Magda Pucci, Armando Tibério) por Mawaca
• "Sideral" (Jorge Brasil) por Mandrágora
• "Largo tangabile" (Astor Piazzolla) por Astor Piazzolla
• "Departure" (Neal Schon) por Journey
• "Beira-rio" (Vinícius Corrêa) por Batuque de Cordas
• "Cruzeiro velho" (Tiné) por Tiné
• "Taraf" (Richard Galliano) por Batuque de Cordas
• "Voo de colibris" (Toninho Arcoverde, Paulinho leite) por Toninho Arcoverde
• "Briqueando" (Gustavo Finkler) por Batuque de Cordas
• "Marcha de rancho" (Luciano Perrone) por Batucada Fantástica
• "A Invasão dos monges" (Stenio Mendes) por Barbatuques
• "Undercover of the night" (Mick Jagger, Keith Richards) por The Rolling Stones
• "Little girl" (Neal Schon, Steve Perry, Gregg Rolie) por Journey
• "A Luta" (Vitor Ramil) por Vitor Ramil
• "Angie" (Mick Jagger, Keith Richards) por The Rolling Stones
• "Confortable number" (David Gilmour, Roger Waters) por Pink Floyd
• "Chove" (Angelo Primon) por Angelo Primon
• "People and places" (Steve Perry, Neal Schon, Ross Valory) por Journey
• "The End" (Jim Morrison) por The Doors
• "Manhã" (Angelo Primon) por Angelo Primon
• "Child in time" (Gillan, Paice, Lord, Blackmore, Glover) por Deep Purple
• "Tamborins" (Luciano Perrone, Nilo Sérgio) por Batucada Fantástica
• "Milonga do vento" (Claudio Veiga) por Batuque de Cordas
• "California dreamin'" (John Phillips, Michelle Phillips) por The Mamas & the Papas
• "Bons amigos" (Nilson Ribeiro, Beto Rivas, Mara Rivas, João Paulo Santos, Laura Souza Santos) por Nilson Ribeiro
• "Refaz-se o dia" (Angelo Primon) por Angelo Primon
• "The Great Allah" por Midle East
• "Love song of Uzbekistan" por Midle East
• "Helena" (Galvão Frade) por Galvão Frade e Os Quadrilhas
• "Rancheirinha" (música: Geraldo Flach) por Renato Borghetti
• "O Bilhete de Deus" (Ricardo Botter Maio) por Ricardo Botter Maio
• "A Enxada e a caneta" (Zico, Zeca) por Zico e Zeca
• "Arrastão" (música: Edu Lobo, letra: Vinicius de Moraes) por Elis Regina
• "Colibri" (Eugenio Matos) por Eugenio Matos
• "Pra frente Brasil" (Miguel Gustavo) por Coral do Joab
• "Abertura russa" (André Abujamra, Paulinho Moska) por Karnak
• "Feio bonito" (André Abujamra, Mauricio Pereira) por Karnak
• "Quebra nós" (Renato Borghetti, Deio Escobar) por Renato Borghetti
• "Abertura" (Ricardo Botter Maio) por Ricardo Botter Maio
• "Lavadeira" (Tiné) por Tiné
• "Vira o tempo" (Angelo Primon) por Angelo Primon
• "Renúncia" (Eugenio Matos) por Eugenio Matos
• "Loa Potiguara" (Antonio José Madureira) por Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte
• "Razón de vivir" (Victor Heredia) por Inti-Ayamará & Nacha
• "Maria Inês" (André Abujamra) por Karnak
• "Voo" (Eugenio Matos) por Eugenio Matos
• "Movimento" (Eugenio Matos) por Eugenio Matos
• "Fortaleza dos Reis Magos" (Antonio José Madureira) por Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte
• "Mato" (Angelo Primon) por Angelo Primon
• "Era uma vez" (Eugenio Matos) por Eugenio Matos
• "Juvenar" (André Abujamra, Carneiro Sândalo) por Karnak
• "Chão batido" (Angelo Primon) por Angelo Primon
• "Brisa" (Eugenio Matos) por Eugenio Matos
• "Vento corredor" (Tiné) por Tiné
• "Loa do mareante" (Antonio José Madureira) por Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte
• "Um Vento só" (Tiné) por Tiné
• "Riacho" (Eugenio Matos) por Eugenio Matos
• "Mulher rendeira" (Volta Seca) por Inti-Ayamará & Nacha
• "Cuando" (Willy Verdaguer) por Inti-Ayamará & Nacha
• "Noite" (Angelo Primon) por Angelo Primon
• "Ondinas" (Eugenio Matos) por Eugenio Matos
• "Segura o cordão" (Tiné) por Tiné
• "Belém Novo" (Renato Borghetti, Paulo Tomada) por Renato Borghetti

ARQUIVO
Filme: Cabra marcado para morrer (Eduardo Coutinho, 1984, BR)
Filme: La Batalla de Chile – La lucha de un pueblo sin armas (Patricio Guzmán, FR-CU-VE-CL) [trata-se de trilogia: Primera parte: La Insurrección de la burguesía (1975) + Segunda parte: El Golpe de estado (1976) + Tercera parte: El Poder popular (1979)]

FINALIZAÇÃO
Edição: Álvaro Mourão, André Caetano, Edvaldo Cuaio, Márcio Stuckert, Vitor Ávila Ferreira.
Computação gráfica: Roberto Maia, Yuri Alves.
Finalização: Márcio Stuckert.

EQUIPE TV Senado
Direção: Virgínia Galvez.
Direção adjunta: Érica Ceolin.
Direção da Secretaria de Comunicação Social: Helival Rios.
Direção de jornalismo: Maria da Conceição Lima Alves.
Chefia de reportagem: Antônia Márcia Vale, Fábio Henrique Castro Guimarães.
Núcleo de jornalismo: Luciana Rodrigues.
Núcleo de entrevistas: Armando Rollemberg.
Núcleo de documentário: César Mendes.
Núcleo de produção de programas: Leila Daher.
Núcleo de arte: Roberto Maia.
Núcleo de programação: Sílvio Schimitt.
Arquivo: Silvia Menezes.
Coordenação operacional: Narciso Mori Júnior.
Gerência de projetos: Max Fabiano.

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
Companhia produtora: TV Senado (Brasília).
Apoio: Instituto João Goulart (Brasília).

AGRADECIMENTOS
Agradecimentos: Arquivo Nacional, Associação de Amigos do Tempo Glauber, Caliban Produções Cinematográficas, Colégio Sant'Anna (Uruguaiana), Estação Pinacoteca (São Paulo), Fazenda La Villa Juana Francisca (Mercedes, Argentina), Fazenda Iguariaçá, Fazenda Itu, Fazenda Tacuarembó, IPES Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, Hotel Alejandro (Paso de Los Libres, Argentina), Luiz Antonio Nascimento Veiga, Mercado Municipal de Brasília, Frades Dominicanos (São Paulo), Prefeitura de São Borja, PASC Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, Superintendência de Serviços Prisionais do Estado do Rio Grande do Sul, Secretaria de Rádio Senado,
Alceu Nicola, André Menezes, Armando Rollemberg, Agnaldo Scardua, Aluizio Oliveira, Carlos Alberto Almeida, Carlos Augusto Setti, Carlos Eduardo Lopes Neves, Charles Wernay, Cefas Gonçalves Siqueira, Célio Calmon, César Mendes, Delésia Rodrigues Goulart Martins, Djalma Manuel Bittencourt Gautério, Denize Fontella Goulart, Déa Barbosa, Elza Vivas Magalhães, Erica Ceolin, Euclides Diniz, Glória Pereira Bayle de Viana, Helival Rios, Ismar Roberto, James Gama, Júnia Melo, João Vicente Fontella Goulart, Joacyr Costa Pinho, José Henrique Nunes Pires, João Carlos Fontoura, Liloye Boubly, Leila Daher, Luciana Pereira, Mariovane Weis, Marcos Goulart, Maria do Carmo Goulart Martins, Maranhão Viegas, Marcos Manta, Mauricio Muller, Myriam Violeta, Messias Melo, Nacho Grieco, Pedro Henrique, Regina Goulart, Raquel Madeira, Romolo Mazzocante, Rodrigo Benevello, Renata Teles de Paula, Solon Rodrigues d'Avila, Tamara Martins, Vanderlei de Cristo Felicidade, Waldir Amaral, Weiler Diniz, Wildaker Campos.

Dedicatória: In memoriam: Deoclécio Motta 'Bijuja', João Pinheiro Neto, Artur da Távola, Jorge Fontoura, Leonel Brizola.

FILMAGENS
Brasil / DF, em Brasília;
Brasil / RS, em São Borja;
Argentina / província de Mercedes;
Uruguay.

ASPECTOS TÉCNICOS
Duração: 1:55:53 (YouTube)
Som:
Imagem: cor
Proporção de tela:
Formato de captação:
Formato de exibição:

PREMIAÇÃO
• 26º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo / OAB-RS Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Rio Grande do Sul e Movimento de Justiça e Direitos Humanos, 2009: categoria documentário: primeiro lugar.

DISTRIBUIÇÃO
Classificação indicativa:
Contato: TV Senado.

OBSERVAÇÕES
Michelle Phillips não está creditada em "California dreamin'".

Grafias alternativas: "Rancherinha" | "California dreaming" | Mamas and The Papas | S. Perry, N. Schon, G. Rolie, R. Valery | Mick Jaegger | Rolling Stones | Beatles | Mutantes | John Williams e John Willians | Zimmer, Gerrard, Badeli | Astor Piazolla | Deoclécio Barros Motta (identificação) e Deoclécio Mota 'Bijuja' (dedicatória) | Mozart | Roberto Rosado Maia | "Pra não dizer que não falei de flores"
Grafias alternativas (funções): Cinegrafistas

BIBLIOGRAFIA
Noticiário:
Semana ousada de artes: filho de João Goulart assiste estreia do filme Jango em 3 atos. Website da UFSC Universidade Federal de Santa Catarina, 24 set 2008.
TV Senado lança o documentário Jango em 3 atos. Agência Senado, Brasília, 15 out 2008.
Filme investiga mistério sobre a morte de João Goulart. Website da Câmara Municipal de Porto Alegre, 10 set 2009.
LAMARÃO, Sérgio. A conjuntura de radicalização ideológica e o golpe militar: a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. FGV CPDOC, sd.
Notícias. Edson Luís de Lima Souto. Website Memórias da ditadura. sd.

Exibições


• Porto Alegre (RS), Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, 7 out 2008, ter, 19h (pré-estreia)

• Brasília (DF), Auditório Senador Antonio Carlos Magalhães, na sede do Programa Interlegis, 15 out 2008, qua, 19h (presença dos parlamentares da CDH Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e de vários convidados; debate)

• TV Senado, 19 out 2008, dom, 21h (primeira parte) + 26 out, dom, 21h (segunda parte) [a TV Senado pode ser sintonizada nos canais UHF 36, no Gama (DF); 40, em João Pessoa (PB); 43, em Fortaleza (CE); 51, em Brasília (DF); 52, em Natal (RN); 53, em Salvador (BA); 55, em Recife (PE); e 57, em Manaus (AM). Pelos canais de assinatura 7, da Net Brasília; 17, da Tecsat; 118, da Sky; e 217, da Direct TV; ou ainda, ser acompanhada ao vivo pelo site www.senado.gov.br/tv]

• Porto Alegre (RS), Teatro Glênio Peres, da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255, 2º piso), 10 set 2009, qui, 14h (em 11 set, sex, 14h, debate na sala 301 com o diretor + Christopher Goulart, neto de Jango e conselheiro do Movimento dos Direitos Humanos do RS (MDHRS) e do Instituto Presidente João Goulart + Jair Krischke, conselheiro do MDHRS + Carla Simone Rodeghero, professora do curso de História da UFRGS)

• YouTube, disponível desde 6 nov 2019

Como citar o Portal


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Jango em 3 atos. In: PORTAL do Cinema Gaúcho. Porto Alegre: Cinemateca Paulo Amorim, 2024. Disponível em: https://cinematecapauloamorim.com.br//portaldocinemagaucho/564/jango-em-3-atos. Acesso em: 24 de abril de 2024.