Soma (2010)

Brasil (RS)
Longa-metragem | Ficção
DVD, pb, 127 min

Direção: André Severo.
Companhia produtora: Nau Produtora; Arena; Areal

Primeira exibição: Porto Alegre (RS), Mostra Horizonte expandido, Cine Santander Cultural, 4 ago 2010, qua, 19h (pré-estreia, comentada com diretor e Maria Helena Bernardes)

 

O longa Soma é outro fruto da parceria produtiva dos artistas visuais André Severo e Maria Helena Bernardes (do projeto Arena), a exemplo de Arranco (2009). A obra, inclusive, é dedicada a ela. Ambos são personagens do filme, fazem as locuções em voz over. Elas são poucas, bem pontuais ao longo da narrativa, que na sua grande maioria somente reproduz o som incidental da natureza, por onde os personagens vagueiam, como o ruído do vento, das ondas e o barulho feito pelos animais na beira da praia.

Nesta produção em vídeo-arte, mais uma vez, Severo, como realizador audiovisual, se depara com as paisagens do litoral gaúcho, trabalha e cria com elas. As filmagens foram realizadas em Mostardas, Tavares, São José do Norte, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí, entre julho de 2009 e maio de 2010. Em cena, além de Severo e Maria Helena, fazem as performances Alexandre Moreira, Fernando Mattos, Jane Pinheiro, Júlio Bernardes, Marcelo Coutinho, Melissa Schulz e Paula Krause. O longa é dirigido, fotografado, captado (som), montado e finalizado por André Severo. Nos créditos, ele divide com Maria Helena o roteiro, o texto das narrações e a produção.

Desenvolvido em trânsito pela paisagem da metade Sul do estado do Rio Grande do Sul, Soma é uma experiência audiovisual que trata do encontro de indivíduos motivados pelo impulso da deriva e da errância, de se manter em movimento nas areias. A proposta deste filme nômade teve por base as vivências compartilhadas pelos dois artistas visuais ao longo dos dez primeiros anos do projeto Areal.

Soma foi elaborado no campo da experimentação interativa e teve como principal mote a instauração de um ambiente comparticipativo de criação. Menos do que seguir à risca um roteiro, com locações pré-estabelecidas, planos definidos de antemão e propostas de inter-relação performática dadas a priori, o filme estrutura-se como uma aposta na entrega para a natureza errante do imaginário e no estabelecimento de um diálogo direto, com toda a abertura possível para a improvisação, entre o diretor, a paisagem que abrigou as gravações e as pessoas convidadas para viver, ou reviver, em frente à câmera, a situação de deambulação imposta (perambular sem rumo certo pela praia, sem direção determinada anteriormente).

A pré-estreia ocorreu em mostra paralela à exposição Horizonte expandido (25 maio-15 ago 2010) no Santander Cultural Porto Alegre, com curadoria de Severo e Bernardes. Eles participaram do debate após a primeira exibição pública, no Cine Santander Cultural, em 4 de agosto de 2010.

Registro de experiência artística radical, a obra traz uma questão ainda em voga na produção artística contemporânea: a construção e afirmação de novas possibilidades de contato entre arte e público. Foi ainda publicado um livro homônimo pelo autor, também em 2010, que inclui o roteiro com o texto das locuções e traz o DVD encartado. "O livro que enfoca os possíveis confrontos entre o exercício físico e a própria paisagem e ajuda a cumprir um dos principais objetivos do Projeto Areal: o de viabilizar a produção e documentação de trabalhos, filmes e publicações que buscam situar os processos criativos em um momento anterior ao de classificação e categorização", afirma Severo. Todo em preto e branco, sem diálogos, Soma é uma produção da Nau Produtora (Porto Alegre) e da Arena (Porto Alegre), com patrocínio do Programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais 2009 (Lei Federal de Incentivo à Cultura) e com apoio institucional da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul (7ª Bienal do Mercosul), Fundação Athos Bulcão, Ponto de Cultura Fica Ahy Pra Ir Dizendo e Hotel Parque da Lagoa.

Sinopse


Epígrafe: "Estou só com o mar. O verdadeiro mar, o Mar do Norte; que dá tanta vontade de se banhar quanto de se atirar ao fogo ou de se enterrar vivo. Eu que adoro o sol como um selvagem, eu amei este Mar do Norte! Eu amei estas vilas feias. E para amar coisas assim tão feias há que amá-las ternamente". Jean Cocteau.
Um homem e uma mulher não identificados, viajam de carro rumo ao litoral. As vozes dos dois sobre as imagens. "Decidimos sair a caminhar por praias e cidades que ainda não conhecíamos muito bem, mas que estavam ligadas à paisagem Sul de nosso estado, marcada por campos amplos, planos, vazios e, também, isso poucos lembram, pela região litorânea dos areais. Escapavam à nossa perambulação os areais do Litoral Norte, gradualmente desaparecidos da reta de mar marrom que costeia o estado, extensão ventosa e de águas frias, mas que, ainda assim, atrai à sua margem grande número de pessoas que vêm se expor ao sol e ao vento com seus laçaços de areia", conta a protagonista feminina, Maria Helena Bernardes. A artista olha pela janela nesta primeira sequência. Som quase ensurdecedor do vento forte que sopra na beira das praias. Há ainda o canto nervoso de pássaros marítimos, alguns pretos como os mergulhões, outros brancos como as garças.
Na beira da Lagoa, bastante agasalhados, eles caminham em direção a um farol. Ou andam sem rumo definido por um areal, vislumbrando a Barra, vagueiam por um balneário antigo em ruínas. Os personagens transitam entre ruínas de moradias e comércios tomadas pela areia, caminham pela beira da praia sem fim. Ele carrega uma pequena mala de mão.

Os planos das caminhadas são entrecortados por novas cenas dos protagonistas em movimento, no carro, olhando pela janela. O diretor, como costuma se colocar em cena nos seus filmes, é o protagonista masculino (André Severo) e relata ao espectador que o motivo daquelas viagens nunca esteve em questão. A ideia era estar em deriva, entre a força do vento, da água e da areia. Na próxima locução da protagonista feminina, ela reafirma o conceito de estar em trânsito, sem rota definida. Durante todo o filme, os personagens seguem em movimento, sobre as pernas (uma pequena oscilação no contorno da paisagem), em sua maioria, ou sobre rodas. Até que vão, enfim, entrar na água do mar, cheios de roupas, em direção ao farol tombado dentro da água. Passam por ele, seguem adiante, entre as ondas, com a água subindo e descendo em direção aos corpos. Os créditos finais começam a aparecer por cima da imagem, no mesmo enquadramento, até que os corpos saem do quadro, que vai ficando branco. 

Ver lista de diálogos em: Arquivos especiais.

Ficha técnica


ELENCO
Performances:
Maria Helena Bernardes (Ela),
André Severo (Ele),
Ana Flávia Baldisseroto, Alexandre Moreira, Fernando Mattos, Jane Pinheiro, Júlio Bernardes, Marcelo Coutinho, Melissa Schulz, Paula Krause.

DIREÇÃO
Direção: André Severo.

ROTEIRO
Roteiro: André Severo, Maria Helena Bernardes (não creditada).
Texto: André Severo, Maria Helena Bernardes.

PRODUÇÃO
Produção: André Severo, Maria Helena Bernardes.
Produção de locação (não creditados): André Severo, João Batista Cardozo, Maria Helena Bernardes.

FOTOGRAFIA
Direção de fotografia: André Severo.

Fotografia de cena (não creditados): Ana Flávia Baldisseroto, Alexandre Moreira, André Severo, Eduardo Saorin, Fernando Mattos, Jane Pinheiro, João Batista Cardozo, Júlio Bernardes, Maria Helena Bernardes, Paula Krause.

ARTE
Direção de arte (não creditado): André Severo.
Figurino (não creditados): Ana Flávia Baldisseroto, André Severo, Alexandre Moreira, Fernando Mattos, Jane Pinheiro, Júlio Bernardes, Maria Helena Bernardes, Marcelo Coutinho, Melissa Schulz, Paula Krause.

SOM
Som direto (não creditado): André Severo.

FINALIZAÇÃO
Montagem (não creditado): André Severo.
Edição de som (não creditado): André Severo.

EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS
Câmera: principal formato: Panasonic HVX 200 – 24 fps – 1080PN – MiniDV.
Equipamento e edição: Ilha Imagem.

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
Companhia produtora: Nau Produtora (Porto Alegre); Arena (Porto Alegre).
Areal apresenta
Produção executiva: Nau Produtora.
Patrocínio: MinC Ministério da Cultura – Brasil – Um país de todos / Lei Federal de Incentivo à Cultura-programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais 2009.
Apoio institucional: Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul – 7ª Bienal do Mercosul: Grito e escuta – Projeto pedagógico – Artistas em disponibilidade; Fundação Athos Bulcão; Ponto de Cultura Fica Ahy Pra Ir Dizendo; Hotel Parque da Lagoa.

AGRADECIMENTOS
Agradecimentos: Bruna Fetter, Camila Krause Corrêa, Carlos Eduardo Corrêa Severo, Eduarda Saldanha, Eduardo Saorin, Gabriela Silva, Ivone Schulz, José Agnelo Franzen Corrêa, José Roberto Oliveira Severo, Luciano Simon, Marina De Caro, Michelle Sommer, Melissa Flôres, Melissa Saldanha, Mônica Hoff, Tiago Casagrande.
Agradecimentos especiais: Ana Flávia Baldisseroto, Alexandre Moreira, Fernando Mattos, Jane Pinheiro, João Batista Cardozo, Júlio Bernardes, Marcelo Coutinho, Maria Helena Bernardes, Melissa Schulz, Paula Krause.

Dedicatória: Soma é dedicado à Maria Helena Bernardes e ao encontro que tivemos no dia 28 de fevereiro de 2000.

FILMAGENS
Brasil / RS, em Mostardas; Tavares; São José do Norte; Rio Grande; Santa Vitória do Palmar; Chuí; entre julho de 2009 e maio de 2010.

ASPECTOS TÉCNICOS
Duração: 2:07:29 (DVD) / 2:11:29 (YouTube)
Som:
Imagem: pb
Proporção de tela: 1.85
Formato de captação:
Formato de exibição: DVD

DIVULGAÇÃO
andresevero.com

DISTRIBUIÇÃO
Classificação indicativa: 16 anos.
Contato: André Severo.
NAU Produtora: + 55 51 3012 7693 / contato@nauprodutora.com.br
Arena Associação de Arte e Cultura: arena@arena.org.br

OBSERVAÇÕES
Cf. créditos finais: // © 2010 André Severo //
Complementação aos créditos: ficha técnica publicada no livro Soma, que inclui o roteiro com o texto da locução (transcrição integral revisada na SINOPSE).

Grafias alternativas:

BIBLIOGRAFIA
SEVERO, André. Soma. Porto Alegre: Nau-produtora, Arena, 2010. (Série Documento AREAL, 8) Texto: André Severo, Maria Helena Bernardes. Fotografias: Alexandre Moreira, Eduardo Saorin, Maria Helena Bernardes, Paula Krause. Orelhas: Maria Helena Bernardes. Inclui o DVD Soma.
Horizonte expandido. Porto Alegre: Santander Cultural, 2010. [catálogo]

Exibições


• Porto Alegre (RS), Mostra Horizonte expandido, Cine Santander Cultural, 4 ago 2010, qua, 19h (pré-estreia, comentada com diretor e Maria Helena Bernardes)

• YouTube, disponível desde 27 nov 2015

Arquivos especiais


Lista de diálogos:

SEQ. 1: INT. CARRO / ESTRADA – DIA
Carro em movimento. ELA sentada dentro do carro olha pela janela.
ELA (  ): Decidimos sair a caminhar por praias e cidades que ainda não conhecíamos muito bem, mas que estavam ligadas à paisagem sul de nosso estado, marcada por campos amplos, planos, vazios e, também, isso poucos lembram, pela região litorânea dos areais. Escapavam à nossa perambulação os areais do Litoral Norte, gradualmente desaparecidos da reta de mar marrom que costeia o estado, extensão ventosa e de águas frias, mas que, ainda assim, atrai à sua margem grande número de pessoas que vêm se expor ao sol e ao vento com seus laçaços de areia. Atraídos pela faixa estreita de terra que se interpõe entre "o mar de fora" e "o mar de dentro", como dizem por ali, iniciamos nossa perambulação por essa restinga, ampliando-a para a cercania de campos que se prolongam rumo ao interior do estado, a se perder de vista, diluindo, na distância, os aglomerados de casas, postes e antenas.

SEQ. 2: EXT. FAROL – DIA
ELE e ELA caminham em direção a um farol na beira da Lagoa.

SEQ. 3: INT. CARRO / ESTRADA– DIA
Carro em movimento. ELE sentado dentro do carro olha pela janela.
ELE (voice over): Nunca nos questionamos sobre o motivo destas viagens. Era como se não tivéssemos alternativa. Talvez, se fôssemos pessoas verdadeiramente saudáveis, física e psiquicamente, os deslocamentos até pudessem ter sido dispensados. Mas como não éramos, como, naquele momento, era crucial que abandonássemos certos contextos, certas condições, aquelas derivas pareciam nos oferecer muita coisa: fisicamente, o poder estimulante dos sentidos, dos contrastes, das mudanças de paisagens e de clima; espiritualmente, uma espécie de reconciliação existencial através das trocas de impressões sobre a natureza humana e sobre o caráter da atividade que havíamos escolhido para exercer e que, naquele ponto, já estávamos dispostos a abandonar.

SEQ.4: EXT. AREAL – DIA
ELE e ELA caminham sem direção definida por um areal.

SEQ. 5: INT. CARRO / ESTRADA – DIA
Carro em movimento. ELA sentada dentro do carro olha pela janela.
ELA (voice over): Em trânsito. Assim definimos o compromisso que assumimos, um com o outro, de tomar a estrada sem rota definida, mas não sem certo medo, vencido apenas por um último olhar lançado à paisagem de origem. Tantas idas e vindas, pensávamos, talvez acabassem por impregnar nossas rotinas com o espírito desse estado de trânsito: ponto de partida, ponto de chegada, ponto de repouso. Como tudo o que é exposto à deriva, quem sabe nossas vidas pudessem, elas também, se converter em direção.

SEQ. 6: EXT. BARRA DA LAGOA – DIA
ELE e ELA caminham em direção à barra da Lagoa.

SEQ. 7: INT. CARRO / ESTRADA – DIA
Carro em movimento. ELE sentado dentro do carro olha pela janela.
ELE (voice over): O que nos interessava ali eram antes o mistério e a aparente impenetrabilidade da região; era a possibilidade de olhar para aquela paisagem que, como ela dizia, impressionava pela "imensidão de horizonte que nivela terra, mar, lagoas e banhados em todas as direções". Viajávamos toda a semana, mas nossas peregrinações nem podiam ser qualificadas como trabalho, como esporte ou mesmo como hobby. Também não estávamos instigados por nenhum interesse específico de contemplar o horizonte, apreciar a força do vento, do mar e da areia. As caminhadas não serviam como esforço de estimular sentimentos elevados, nem eram uma tentativa de entrar em harmonia com o que quer que fosse. Simplesmente nos movíamos; nos movíamos e, de algum modo, nos sentíamos abrigados na vastidão daquele território; no contínuo daquela faixa de areia que planificava nossos gestos e pensamentos e transformava o esforço de nossa deriva em não mais do que uma pequena oscilação no contorno da paisagem.

SEQ. 8: EXT. MARAVILHAS – DIA
ELE e ELA caminham pela beira do mar em direção às maravilhas.

SEQ. 9: INT. CARRO / ESTRADA – DIA
Carro em movimento. ELA sentada dentro do carro olha pela janela.
ELA (voice over): Ao que parece, a errância é pulsão impregnada no tecido humano, tendência a vaguear por periferias, praças, mercados e calçadas, meter-se a esmo por frigoríficos e canteiros de cidades estranhas, ou ainda, sair em busca de praias longínquas – como as que nos custavam metade do dia para alcançar sem que lamentássemos abandoná-las após umas poucas horas de conversação; trânsitos desestabilizados pelo soco de centenas de quilômetros percorridos em um só dia, sabendo que tudo deveria estar encerrado ao cair da noite ou a tempo de retomarmos o caminho de casa para lá estarmos antes que a manhã seguinte apontasse, sob pena de nossas casas e bairros serem projetados para uma lateralidade irreversível em nossas vidas, tal como a visão que um viajante tem da estrada noturna, cortada pela aparição de um aglomerado de casas, imagem remota e vizinha, dormente sob a iluminação fraca da estrada, a que se sucede, ao cabo de algumas horas, a rota novamente ensolarada e a solidez reconfortante dos postos de abastecimento.

SEQ. 10: EXT. BEIRA DA PRAIA – DIA
ELE e ELA caminham por um balneário em ruínas.

SEQ. 11: INT. CARRO / ESTRADA – DIA
Carro em movimento. ELE sentado dentro do carro olha pela janela.
ELE (voice over): Ali, o desfrute da natureza era tão pobre e unilateral que não favorecia nem o sentido da visão. Isso ficava cada vez mais claro à medida em que andávamos, pois na maioria das vezes a impressão mais forte e pessoal que retínhamos dali pouco tinha a ver com a contemplação do lugar. Era como se passeássemos em um campo de formas ao mesmo tempo visíveis e invisíveis. Como se insistíssemos em um ir e vir para uma região que não fazia mais do que afirmar a inércia, o vazio, a solidão. Entregues à própria ideia de movimento, era como se procurássemos, deliberadamente, nos colocar em um estado de subordinação àquele território; àquele estranho areal que continha uma paisagem ao mesmo tempo bela e incômoda onde tudo o que atingia os olhos parecia pouco representar; se comparado com o que chegava aos ouvidos e aos poros.

SEQ. 12: EXT. BEIRA DA PRAIA/FAROL CAÍDO – DIA
ELE e ELA caminham pela beira da praia em direção a um farol tombado.
ELE (voice over): Talvez exista, para cada pessoa, um tipo de paisagem em que se sinta completamente bem. Muitos não conseguiriam suportar a natureza desolada do extremo sul com toda sua planura capaz de alterar estados de espírito e deixar latentes as noções de finitude e impotência. Mas, ainda hoje, acho que esta é a nossa paisagem; uma paisagem que nos ensinou que cada palmo de areia, cada metro de terra seca, pode exercer um poder estranho e insuperável sobre a alma; uma paisagem que, mesmo agora, dez anos depois, parece nos trazer lições sobre a importância de, a cada momento, em cada situação em que estivermos inscritos, tentarmos nos reposicionar para mirar o horizonte sempre de um ponto de vista diferente.
ELA (voice over): Agora, não temos pressa. Não buscamos nada, não tentamos esquecer. Não nos afastamos nem nos aproximamos das coisas ou lugares. Apenas seguimos conversando, lado a lado, praia afora.

Como citar o Portal


Para citar o Portal do Cinema Gaúcho como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:
Soma. In: PORTAL do Cinema Gaúcho. Porto Alegre: Cinemateca Paulo Amorim, 2024. Disponível em: https://cinematecapauloamorim.com.br//portaldocinemagaucho/648/soma. Acesso em: 22 de fevereiro de 2024.