Dossiê Jango (2012)

Brasil (RJ-DF)
Longa-metragem | Não ficção
cor, 104 min

Direção: Paulo Henrique Fontenelle.
Companhia produtora: Canal Brasil; Instituto João Goulart

Primeira exibição: Rio de Janeiro (RJ), 14º Festival do Rio [27 set-11 out]-Première Brasil: Competição Longa-metragem Documentário, Cine Odeon, 6 out 2012, sab
Primeira exibição RS: Porto Alegre, Sala P. F. Gastal, 30 abr 2013, ter, 19h (pré-estreia, debate com Christopher Goulart, neto de Jango + Jair Krischke)

 

Dirigido, roteirizado e montado pelo carioca Paulo Henrique Fontenelle, seguindo argumento de Paulo Mendonça e Roberto Farias, Dossiê Jango propõe uma reflexão sobre a ditadura militar brasileira, vigente entre 1964 e 1985, a partir da morte do ex-presidente João Goulart, ocorrida em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, após o exílio no Uruguay. O longa-metragem apresenta documentação, imagens de arquivo e dezenas de depoimentos para reabrir a discussão em torno das circunstâncias da morte de Jango, cuja hipótese de assassinato vem sendo levantada desde o regime militar, embora nunca tenha sido investigada. Oficialmente, o ex-presidente morreu de infarto durante seu exílio político justamente quando planejava voltar ao Brasil. Um dos pontos principais do longa de Fontenelle é justamente a Operação Condor, coordenada entre os regimes militares de Brasil, Argentina, Uruguay e Chile para exterminar dissidentes políticos no Cone Sul. Conforme a tese do documentário, Jango teria sido um dos principais alvos desta operação.

Em três anos de filmagens e pesquisa de imagens coordenada por Antonio Venâncio, Cláudia Dottori e José Mitchel, a equipe do filme entrevistou integrantes do governo de Jango, como Almino Afonso (ministro do Trabalho e da Previdência Social), Waldir Pires (consultor geral da República), Cláudio Braga (assessor particular do ex-presidente) e Manoel Leães (piloto particular do ex-presidente), bem como os jornalistas Flávio Tavares, Geneton Moraes Neto e Carlos Bastos, os cineastas Cacá Diegues, Zelito Viana e Luiz Carlos Barreto, os escritores Ferreira Gullar e Carlos Heitor Cony, além da viúva Maria Thereza Goulart e dos filhos João Vicente Goulart e Denize Goulart. Também foram ouvidos Jair Krischke, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, o deputado federal Miro Teixeira, o senador uruguaio Rafael Michelini, o ex-agente do serviço secreto uruguaio GAMA, Mario Neira Barreiro, e o promotor público argentino Pablo Andrés Vassel.

Entre os muitos objetivos das entrevistas e da documentação apresentada está recompor o complexo contexto em que Jango foi eleito, conduzido ao cargo de presidente do Brasil, deposto e exilado, mas, sobretudo, recuperar o aspecto humano do ex-presidente e sua importância na tentativa política de tornar o Brasil uma nação soberana em suas dimensões interna e externa, um país mais solidário, igualitário e justo. Essas características nacionais, contudo, desagradavam os donos do poder nas esferas civis e militares, que articularam para remover Jango de seu cargo por meio de um golpe avalizado por lideranças do Congresso Nacional – como já demonstrara o documentário Jango (S. Tendler, 1984). A ruptura política não apenas interrompeu o andamento do processo democrático brasileiro como também instaurou em uma ditadura militar inescrupulosa, repressora e assassina que se estendeu por 21 anos. Produzido pelo Canal Brasil em parceria com o Instituto João Goulart, Dossiê Jango reuniu uma equipe composta por profissionais de Brasil, Argentina, Uruguay e Alemanha. A produção executiva em Porto Alegre ficou a cargo de Nora Goulart, da Casa de Cinema de Porto Alegre. O título foi escolhido o melhor documentário pelo júri popular do 14º Festival do Rio, o melhor longa pelo júri popular da 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes, a melhor investigação no AtlantiDoc, no Uruguay, em 2013, e o melhor longa-metragem documentário tanto pelo júri oficial quanto pelo júri popular do FAM 17º Florianópolis Audiovisual Mercosul.

Paulo Henrique Fontenelle vem dedicando-se a documentários biográficos tais como Loki: Arnaldo Baptista (2008) e Cássia Eller (2014). Não confundir com outro diretor, Paulo Fontenelle.

Documentários longos sobre Jango são:
Jango (Silvio Tendler, 1984);
Jango em 3 atos (Deraldo Goulart, 2008);
Dossiê Jango (Paulo Henrique Fontenelle, 2012).

Sinopse


Iniciando com uma narração quase poética, o documentário repassa o histórico de João Goulart desde a época em que foi vice-presidente da República, em 1956, com Juscelino Kubitschek à frente do cargo máximo da política nacional. Carlos Lyra, Cacá Diegues e Jair Krischke falam sobre o bom momento do Brasil naquela época, tanto política quanto artisticamente. Esta percepção muda quando são narrados os fatos ocorridos após renúncia de Jânio Quadros em 1961, de quem Jango também foi vice. O longa registra a viagem de Jango à China na tentativa de reforçar relações diplomáticas e comerciais, destacando que foi neste momento que a comitiva de Jango soube da renúncia do presidente. Jango retorna ao Brasil e assume a presidência em um sistema parlamentarista somente após a efetivação do Movimento pela Legalidade, comandado por Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, com apoio do 3º Exército, da Região Sul, contra o recrudescimento de setores militares que se opunham ao perfil trabalhista de Jango. O filme registra as tentativas de Jango para aprovar as reformas de base na estrutura econômico-social do país, incluindo as reformas agrária, urbana e tributária. Além disso, sublinha a movimentação civil-militar que levou ao golpe que removeu o presidente do poder com apoio dos Estados Unidos, sobretudo dos governos de John Kennedy e de Lyndon Johnson. Após a instauração do regime militar no Brasil, o enrijecimento da ditadura se torna notório em função dos Atos Institucionais e da repressão militar e policial nas ruas. As falas de oficiais como o general Carlos Guedes dão o tom da truculência: "Nós devemos amar a Deus, e se não amarmos a Deus nós devemos temer a Deus, de modo que aqueles que não amam a revolução ou a situação que foi imposta pelo menos devem temê-la, porque nós saberemos, se necessário, impô-la". O documentário registra a morte de João Goulart no município argentino de Mercedes em 06 de dezembro de 1976, bem como a volta do corpo ao Brasil após 12 anos de exílio. O longa lança dúvidas sobre a causa da morte do presidente, especulando se ele não seria um dos muitos dissidentes políticos das ditaduras do Cone Sul que desapareceram ou morreram em situações suspeitas, as quais teriam sido planejadas por agentes da Operação Condor, articulada entre ditaduras de Brasil, Argentina, Uruguay e Chile para exterminar seus opositores. A narrativa aponta que Jango tinha problemas cardíacos, mas aparentava estar bem quando morreu em 6 de dezembro de 1976. Além disso, ressalta que sua morte ocorre em data próxima das mortes de Juscelino Kubitschek em um acidente de trânsito na Via Dutra, em 22 de agosto do mesmo ano, e de Carlos Lacerda, morto em circunstâncias pouco claras em 21 de maio do ano seguinte. O filme sugere que não teria sido a cardiopatia de Jango a razão de sua morte, mas sim a troca de seus remédios por um medicamento que acelera o ritmo cardíaco. O corpo de Jango nunca foi exumado, e o filme, através de seus personagens, vem reivindicar a abertura da autópsia. O escritor Carlos Heitor Cony destaca que a perseguição a João Goulart era mais um eco do auge da Guerra Fria. O filme também lembra das famílias brasileiras que ainda hoje aguardam a devida investigação de casos envolvendo parentes que eram dissidentes políticos e que morreram ou desapareceram estando ou sob custódia do Estado ou então em situações não esclarecidas. Para ilustrar este trecho são exibidas fotografias de pessoas que estiveram relacionadas a importantes fatos históricos relacionados à ditadura, como o deputado Rubens Paiva, o jornalista Vladimir Herzog, a estilista Zuzu Angel e seu filho Stuart Edgar Angel Jones, além de Lacerda, Kubitschek e outros. A narrativa repassa alguns momentos do processo que levou à redemocratização do Brasil, como a anistia aos políticos cassados, a permissão do retorno dos exilados e a Campanha das Diretas-Já. Além disso, apresenta etapas de consolidação do Estado democrático, incluindo a promulgação da Constituição de 1988 pelo então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, deputado Ulysses Guimarães, e a posse de presidentes da Nova República eleitos pelo voto direto: Fernando Collor de Mello (1990-1992), Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) e Dilma Rousseff (2011-2016).

Ficha técnica


IDENTIDADES
Arquivo: João Goulart.
Ordem de identificação: Flávio Tavares, Carlos Diegues (cineasta), Zelito Viana (cineasta), Luiz Carlos Barreto (cineasta), Carlos Lyra (músico), Jair Krischke (Movimento de Justiça e Direitos Humanos), João Vicente Goulart (filho de João Goulart), Ferreira Gullar (escritor), Almino Afonso (ministro do Trabalho e da Previdência Social do Governo João Goulart), Carlos Bastos (jornalista), Waldir Pires (consultor geral da República do Governo João Goulart), Manoel Leães (piloto particular de João Goulart), Cláudio Braga (assessor particular de João Goulart), Hélio Fernandes (jornalista), Denize Goulart (filha de João Goulart), Rafael Michelini (senador do Uruguay), Geneton Moraes Neto (jornalista), Maria Thereza Goulart (viúva de João Goulart), Miro Teixeira (relator da Comissão Externa Parlamentar de Inquérito), Júlio Viera (capataz da Fazenda La Villa), Carlos Heitor Cony (escritor), Roger Rodriguez (jornalista), Jarbas Marques (jornalista), Moniz Bandeira (historiador), Enrique Foch Diaz (empresário), Mario Neira Barreiro (ex-agente do serviço secreto uruguaio GAMA), Maria do Rosário (ministra da Secretaria de Direitos Humanos), Pablo Andrés Vassel (promotor público argentino).
Arquivo: Juscelino Kubitschek (posse como presidente do Brasil em 31 jan 1956), Jânio Quadros, Carlos Guedes (general), Carlos Lacerda (ex-governador do estado da Guanabara; em 1967), Leonel Brizola, Tancredo Neves, Maria Thereza Goulart, John F. Kennedy, Miguel Arraes (voz em depoimento à Comissão Externa Parlamentar de Inquérito), Fidel Castro, Lincoln Gordon (voz), Lyndon Johnson (voz), George Ball (voz), Jimmy Carter, Carlos Prats (vice-presidente deposto do Chile), Orlando Letelier (ex-ministro da Defesa do Chile), Juan José Torres (presidente deposto da Bolívia), Héctor Gutiérrez Ruiz (deputado cassado do Uruguay), Zelmar Michelini (senador cassado do Uruguay), Alceu Collares, Betinho, Henfil, Fafá de Belém, Ulysses Guimarães, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, José de Alencar, Dilma Rousseff.
Locução: Gabriel Zisels Ramos, Fátima Lourenço, Carl Eric Renzi.

DIREÇÃO
Direção: Paulo Henrique Fontenelle.

ROTEIRO
Argumento: Paulo Mendonça, Roberto Farias.
Pesquisa: Antonio Venâncio, Cláudia Dottori, José Mitchel.
Roteiro: Paulo Henrique Fontenelle.

PRODUÇÃO
Produção executiva: Tereza Alvarez.
Produção: Amanda Loureiro, Ana Studart, Claudia Batista, Isabella Monteiro, Joana Guimarães, Luciana Araujo, Mariana Rolim, Mário Carvalho.
Produção (UY-AR): Virginia Anderson.
Assistência de produção (UY-AR): Bettina T. Reboledo.
Produção (Alemanha): Paula Teybriçá.
Produção executiva (Porto Alegre): Nora Goulart.
Assistência de produção executiva (Porto Alegre): Nicky Klöpsch.
Produção (Brasília): Naji Fidki, Adriana de Andrade.

FOTOGRAFIA
Direção de fotografia e operação de câmera: Marco Moreira, Marcelo Casacuberta, Eduardo Izquierdo, Paulo Vinícius Senise, Tota Paiva, Bernard Kolass, Wlacyra Lisboa, Waldir de Pina, Bruno Corte Real.
Assistência de câmera: José Orlando Telles Júnior, Maurício Soares, Leonardo Rezende, Valter Valério, Vinicius.

SOM
Som direto: Guilherme Algarve, Hernán González.

MÚSICA
Trilha sonora original: Marcos Nimrichter.
Com a colaboração de: Charles Gavin, Chico Neves, Dé Palmeira.
Músicos convidados: Caio Márcio, Dado Villa-Lobos, Iura Ravanevsky.
Técnico de gravação: Chico Neves / Estúdio Rock It.
Assistência de estúdio: Estevão Casé.
Técnico de gravação: Chico Neves / Estúdio 302;
Técnico de gravação: Ricardo Dias / Visom Digital (Rio de Janeiro).
Técnico de gravação: Carlos Fuchs / Estúdio Tenda da Raposa.

Músicas:
• "Bons tempos" (Gerson Conrad, Paulinho Mendonça) por Toni Platão (vocais), Dado Villa-Lobos (guitarra), Dé Palmeira (violão), Caio Márcio (piano Wurlitzer), Charles Gavin (bateria) // Universal Music Publishing
• "1974" (Gerson Conrad, Paulinho Mendonça) por Toni Platão (vocais), Dado Villa-Lobos (guitarra), Dé Palmeira (violão), Caio Márcio (piano Wurlitzer), Charles Gavin (bateria) // Universal Music Publishing

ARQUIVO
Filme: O Pagador de promessas (Anselmo Duarte, 1962, BR) // Imagens gentilmente cedidas por Anibal Massaini.
Filme: D. F. (destino final) (Mateo Gutiérrez, 2008, UY) // Imagens gentilmente cedidas por Mateo Gutiérrez.
Cinejornal: CBS reports: Brazil – O rude despertar.
Brasília (1960, cor).
Buenos Aires (cor).

Imagens de arquivo: Acervo Instituto João Goulart; Acervo Instituto Miguel Arraes; Acervo Jean Manzon; Acervo Movimento Justiça e Direitos Humanos; Acervo pessoal Paulo Tiefenthaler; Acervo pessoal Clovis Molinari; Agência JB; Agência O Globo; Archivos Complementarios Miguel Rodríguez Arias; Arquivo Nacional; China Central Newsreel Group; Cinemateca Brasileira; Conteúdo Expresso; Difilm; Film Archives Inc.; Fundação Getúlio Vargas; ITN; John Fitzgerald Kennedy Library; LBJ Presidential Libary; RBS TV; T3Media; Tortura Nunca Mais; TV Câmara; TV Senado; Veja; Última Hora.

Manchetes de jornais:
Goulart toma rumo desconhecido e o Brasil volta à normalidade. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro.
Jango em Montevidéu. Última Hora, 1º set 1961.
J. Goulart, presidente de Brasil, está desde ayer en nuestro país. El Popular, Montevideo, 5 abr 1964.
Renunciou o presidente Janio Quadros. Folha da Tarde, Porto Alegre, 1961.
Golpe contra Jango! Última Hora, Porto Alegre, ago.
Jango: Vou voltar para assumir ou morrer. Última Hora, 1961.
Golpistas tentam impedir a posse!. Última Hora, Rio de Janeiro, 5 set 1961.
Povo votou "não" nas urnas do plebiscito!. Última Hora.
Disparou o "não" contra a reação / Povo devolve poderes ao presidente. Última Hora.
Presidente Goulart: – A Constituição deve ser revista / Foi o maior comício da história do Brasil / O Povo com Jango começa a reforma. Última Hora.

FINALIZAÇÃO
Montagem: Paulo Henrique Fontenelle.
Assistência de edição: Clarice Mittelman.

Coordenação de pós-produção: Veruschka G. Bäuerle.

Videografismo: Renato Vilarouca, Rico Vilarouca.
Assistência de videografismo: Luciano Alves.

Edição de som e mixagem: Denílson Campos.

EQUIPE Link Digital
Atendimento: Denise Miller, Jal Guerreiro, Luciana Sabino.
Coordenação de finalização: João Paulo Reis, José Arruda Junior, José Rubens Hirsch.
Coordenação técnica: Roberto Tyszler.
Colorista: Pedro Conforti, Paulo Carou, Stéphanie Motta.
Efeitos visuais, motion design e conformação digital: Cláudio Iorio, Aleksander Tsapov, Willian Nogueira.
Final Cut: Guilherme Lira de Sá, André Fajardo.
Central técnica: Diogo Santos, Breno Bede.

EQUIPE Canal Brasil
Gerência de produção: Carlos Wanderley.
Gerência de marketing e projetos: André Saddy.
Coordenação de marketing: Camila Roque.
Coordenação de projetos: Marcelo Machado.
Gerência financeira: Luiz Bertolo.
Coordenação financeiro: Alessandra Matias.

EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS
Produção local (Porto Alegre): Casa de Cinema de Porto Alegre (Porto Alegre).
Tradução e legendagem: 4Estações.
Estúdio de finalização de imagem: Link Digital (Rio de Janeiro).

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
Companhia produtora: Canal Brasil (Rio de Janeiro).
Coprodução: Instituto João Goulart (Brasília).

AGRADECIMENTOS
Agradecimentos especiais: Clovis Molinari, Jair Krischke, Roger Rodrigues, Yano.
Agradecimentos: Alice Urbim, Amy Geisert, Anna Lee, Anibal Massaini, Antônio Campos, Arbel Griner, Balmoral Plaza Hotel, Biblioteca Nacional (Montevideo), Cacho Lopez Balestra, Carla Domingues, Carla Siqueira, Carlos Wanderley, Christian Quijano, Christopher Goulart, Claudia Kresch, Claudinho Pereira, comandante Otero, Daniel Chediek, deputada Luiza Erundina, deputado Adroaldo Loureiro, Diego Arsuaga, Efrain Oliveira, Ellen Finta, Eric Nepomuceno, Erika Rodrigues, Fernando Azevedo, Fundação Getúlio Vargas, Gilson Vargas, Guel Arraes, Instituto Penal Miguel Dario, Isabella Ponce de Leon, José Celso Martinez, Laurita Mourão, Nice Sordi, Liupengpeng, Lusiane Duarte, Maik Espindola, Marcia Virgínia Rodrigues, Marcos Goulart, Mariana Guarini Delarissa, Mateo Gutierrez Ruiz, Miguel Rodríguez Arias, Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Neuza Penalvo, Oswaldo Muntual, Pio Corrêa, RBS TV, Roberto Farias, Roberto Fontenelle, Rodrigo Dindo, Rubiara V. Costa, Ruth Albuquerque, Sonia Fontenelle, Tortura Nunca Mais, TV Câmara, TV Senado, Universindo Dias, Virgínia Martínez, William Mayer, Wladimir Carvalho.

FILMAGENS
Brasil / RS, em Porto Alegre, como os depoimentos de Tavares e Krischke;
Brasil / RJ, no Rio de Janeiro;
Brasil / DF, em Brasília;
Uruguay;
Argentina.

ASPECTOS TÉCNICOS
Duração: 104 min
Som: 2.0 / 5.1
Imagem: cor
Proporção de tela: 16:9 widescreen
Formato de captação:
Formato de exibição:
Tiragem (DVD): AB001000.
Legendas (DVD): Português, español, english.

PREMIAÇÃO
• 14º Festival do Rio 2012: melhor longa-metragem documentário (júri popular).
• AtlantiDoc 6º Festival Internacional de Cine Documental del Uruguay 2012: premio investigación.
• 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes 2013: melhor longa (júri popular).
• FAM 17º Florianópolis Audiovisual Mercosul 2013: melhor longa-metragem documentário (júri oficial) + melhor longa-metragem documentário (júri popular).
• 10º Prêmio FIESP/SESI-SP de Cinema 2013 [aos melhores de 2012]: indicação: filme documentário.
• 19º Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro [aos melhores de 2013] / Papo de Cinema: indicação: documentário.

DISTRIBUIÇÃO
Classificação indicativa: 12 anos.
DVD: Distribuição: Coleção Canal Brasil. Extras.
Contato:

EXTRAS DVD
• Cenas deletadas.
• Trailer.

OBSERVAÇÕES
Grafias alternativas: Júlio Viera (identificação) e Júlio Vieira (finais) | Paulo Thiefentaler | Instituto Presidente João Goulart (iniciais) e Instituto João Goulart (finais) | Luiz Carlos Bertolo | Clóvis Molinari e Clovis Mollinari | Cacá Diegues | Leonice Sordi
Grafias alternativas (funções): Color grading.

BIBLIOGRAFIA
TAVARES, Flávio. 1964, o golpe. Porto Alegre: L&PM, 2014.

Noticiário:
MACHADO, Ricardo; COSTA, Andriolli. Dossiê Jango – Vida e morte de controvérsias. Entrevista com Paulo Henrique Fontenelle. IHU Online, São Leopoldo, 31 mar 2014. 
PEREIRA, Filipe. Crítica Dossiê Jango. Vortex Cultural, São Paulo, 31 maio 2016.
O exílio. Website Instituto João Goulart, Brasília, sd.

Exibições


• Rio de Janeiro (RJ), 14º Festival do Rio [27 set-11 out]-Première Brasil: Competição Longa-metragem Documentário,
Cine Odeon, 6 out 2012, sab
Roxy (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 945, Copacabana, Zona Sul; 3 salas) Sala 3, 8 out 2012, seg, 12h30, 17h
Cinemark Botafogo Sala 3, 9 out 2012, ter, 14h, 19h
Ponto Cine, 10 out 2012, qua, 16h

• Atlántida, Departamento de Canelones (UY), AtlantiDoc 6º Festival Internacional de Cine Documental del Uruguay [4-9 dez]-Concurso Largometrajes, Cine de Atlántida (Canelones, Km 45 Ruta Interbalnearia, Calle Ciudad de Montevideo y Calle 11), 4 dez 2012, ter, 20h

• Tiradentes (MG), 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes [18-26 jan]-Mostra Praça, Cine BNDES na Praça, 20 jan 2013, dom, 21h

• Porto Alegre, Sala P. F. Gastal, 30 abr 2013, ter, 19h (pré-estreia, debate com Christopher Goulart, neto de Jango + Jair Krischke)

• Florianópolis (SC), FAM 17º Florianópolis Audiovisual Mercosul [14-21 jun]-Competição, Auditório da Reitoria, 15 jun 2013, sab, 16h30

• Rio de Janeiro (RJ), OAB, 28 jun 2013, sex (pré-estreia organizada pela Comissão da Verdade do Rio, presença de familiares do ex-presidente e do roteirista e diretor geral do Canal Brasil, Paulo Mendonça)

• São Paulo (SP), Espaço Itaú de Cinema Augusta (R. Augusta, 1.475, Consolação), 4 jul 2013, qui, 20h (pré-estreia)

Lançamento comercial: 5 jul 2013, sex

• Porto Alegre (RS), Espaço Itaú de Cinema Bourbon Shopping Country Sala 8, 12-18 jul 2013, sex-qui, 20h, 22h

• Canal Brasil, 23 set 2013, seg, 22h

• Trieste (IT), 28º Festival del Cinema Latino Americano di Trieste [19-27 out]-Sezioni Cooperando I Festival in America Latina: Oberá e Florianópolis, Centro Culturale Knulp, 22 out 2013, ter, 21h

• YouTube, disponível desde 24 out 2016

Arquivos especiais


Imagens de jornais de TV e entrevistas:

"Atenção! O Sr. Presidente de República deixou a sede do governo. Assim sendo declaro vaga a Presidência da República!". Desconhecido, por rádio.

"Há sob a nossa responsabilidade a população do Brasil, o povo, a ordem, assim sendo declaro vaga a Presidência da República!". Desconhecido, por rádio.

"Nós devemos amar a Deus, e se não amarmos a Deus, devemos temer a Deus. De modo que, aqueles que não amam a Revolução, ou a situação que foi imposta, pelo menos devem temê-la". General Carlos Guedes, entrevista para TV.

"O Sr Juscelino K. presta o juramento de manter, defender e cumprir a Constituição da República, em seguida, assina o termo de posse, também o Sr João Goulart compromete-se a exercer o cargo de vice-presidente com dedicação e lealdade, cumprir as leis do Brasil e tudo fazer pelas suas instituições e pelo seu progresso". Desconhecido, por rádio.

CBS reports: Brazil – O rude despertar. "Quando o comunismo se instalou em Cuba, nos perguntamos por quê? Por que aconteceu? Poderíamos haver evitado? Os Eua tomaram conhecimento de Cuba, quando um barbudo tomou o poder, há 3 anos".
Tomamos conhecimento do Brasil quando um homem de bigode renunciou, 2 meses atrás. Cuba se foi. Se o Brasil se for também, toda a América do Sul seguirá.
É hora de nos prevenirmos, porque o Brasil está se agitando e ameaça explodir". Imagem de cinejornal americano CBS reports.

Como citar o Portal


Para citar o Portal do Cinema Gaúcho como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:
Dossiê Jango. In: PORTAL do Cinema Gaúcho. Porto Alegre: Cinemateca Paulo Amorim, 2024. Disponível em: https://cinematecapauloamorim.com.br//portaldocinemagaucho/830/dossie-jango. Acesso em: 14 de abril de 2024.